quinta-feira, abril 26, 2007

O dia em que eu nasci...


O dia em que eu nasci, moura e pereça,
não o queira jamais o tempo dar,
não torne mais ao mundo, e, se tornar,
eclipse nesse passo o sol padeça.

A luz lhe falte, o sol se [lhe] escureça,
mostre o mundo sinais de se acabar,
nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
a mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
as lágrimas no rosto, a cor perdida,
cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
que este dia deitou ao mundo a vida
mais desgraçada que jamais se viu!
Luís de Camões
P.S.Gosto muito deste poema, pois reflecte aquilo que sinto neste momento.

segunda-feira, abril 09, 2007

Se eu fosse...


Se eu fosse uma pedra, seria uma esmeralda


Se eu fosse um clima, seria o clima temperado mediterrânico.

Se eu fosse um instrumento musical, seria um baixo

Se eu fosse um elemento, seria terra

Se eu fosse uma cor, seria preto

Se eu fosse um bicho, seria um gato

Se eu fosse um som, seria o da chuva a cair

Se eu fosse uma música, seria «Exceptional - Jojo»

Se eu fosse um estilo musical, seria Heavy Metal

Se eu fosse um sentimento, seria tristeza

Se eu fosse um livro, seria «Para Uma Voz Só - Susanna Tamaro»

Se eu fosse uma comida, seria uma pizza

Se eu fosse um lugar, seria um campo

Se eu fosse um gosto, seria azedo

Se eu fosse um cheiro, seria «Eternity - Calvin Klein»

Se eu fosse uma palavra, seria Esperança

Se eu fosse um verbo, seria chorar

Se eu fosse um objecto, seria um DiscMan

Se eu fosse peça de roupa, seria um casaco

Se eu fosse 1 parte do corpo seria o tronco

Se eu fosse 1 expressão facial, seria um sorriso

Se eu fosse 1 personagem de desenho animado, seria a Lisa dos Simpson

Se eu fosse 1 filme seria, «Frida»

Se eu fosse 1 forma, seria um Ying Yang

Se eu fosse 1 número, seria um 1

Se eu fosse 1 estação, seria o Inverno

Se eu fosse uma frase, seria «Um homem com uma ideia nova é um louco, até que a ideia triunfe. Depois transforma-se num sábio.»


quarta-feira, março 21, 2007

Primavera...


A Primavera são passarinhos,
Aos pares apressados,
Palhinha a palhinha,
Fazendo o seu ninho.

Flores a nascerem,
Folhas a rebentarem,
Abelhas a zumbirem,
E meninas a sorrirem.

O tempo a aquecer,
A natureza a florescer,
Borboletas a voarem,
E patinhos a nadarem.
António Teves Sousa, in A Magia das Letras No Mundo das Crianças

O Dia do Pai


Pai, o teu sorriso é tão lindo,

Lindo como rosas vermelhas,

Vermelho é a cor do coração,

Brilhando na solidão!


Pai, os teus olhos são cristais,

Minha grande emoção,

Durante os meus sonhos,

Dás-me coragem e imaginação!


Dalila Paiva, in A Magia das Letras no Mundo das Crianças

sexta-feira, março 09, 2007

Quem era eu na Secundária?

Brainy Kid

In high school, you were acing AP classes or hanging out in the computer lab.

You may have been a bit of a geek back then, but now you're a total success!

Quanto é que a minha vida custa?

Your Life Is Worth...

$1,107,000


Acho que vale muito menos, mas prontos!
You Were Born Under:

Your most comfortable inside your head - and often daydream the day away.
You have an artistic temperament that makes you seem creative to some, eccentric to others.
You avoid conflict at all costs, and you have a difficult time with relationships.
Attractive and with good manners, you tend to shine in social situations.

You are most compatible with a Pig or Rabbit.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Bailarico Inglês - II Parte






Deitou-se e continuou a ler o livro. A história era cada vez mais bonita.
Antes de ir dormir, Alexandra foi há casa de banho e quando se viu ao espelho viu o seu rosto, mas estava um bocado diferente. Estava mais bonita, tinha um colar de pérolas e um tiara no cabelo.
Assustou-se. Viu o espelho a remexer-se. Tocou e sentiu-se a ser sugada lá para dentro.
Alexandra aterrou num sítio escuro e sentiu-se um bocado atordoada , mas depressa recuperou.
Apalpou a parede e conseguiu abrir a porta. Um fio de luz iluminou o compartimento e viu que se tratava de uma pequena sala com um grande espelho.
Alexandra ouviu música a tocar e pessoas a rir e a conversarem e dirigiu-se para lá.
- O baile! - exclamou Alexandra.
Viu casais a dançar com roupas do século XVIII.
Olhou para si. Também estava vestida de um lindo vestido azul.
Reparou no conde William sentado no cadeirão, a olhar para o baile vagamente.
Alexandra estava eufórica. Como foi ali parar? Será que todo ali era um sonho? Foi para o centro da pista de dança sem acreditar no que estava a ver.
Conde William reparou na linda mulher vestida de azul.
- Quem é aquela mulher?
- Não sei. - respondeu o duque George.
Conde William ficou maravilhado. Desceu do cadeirão e foi ter com ela.
- Quem sois vós? - questionou ele.
Alexandra virou-se e assustou-se.
- Chamo-me Alexandra. - respondeu.
- Sou o conde William de Gales. - apresentou-se o senhor. - E vós sois o quê?
- Eu sou duquesa de Bragança. - mentiu ela.
- Onde fica isso? - interrogou o conde.
- Em Portugal. -respondeu ela.
- Sois portuguesa? - espantou-se o conde. - Não sabia que havia mulheres tão lindas em Portugal! Mas não me lembro de ter convidado nenhuma duquesa de Portugal!?
Alexandra engoliu em seco. Tinha posto a pata na poça. Estava feita, teria que sair dali o mais depressa possível.
Mas de facto, a sorte estava do lado de Alexandra. O duque George interrompeu a conversação de ambos.
- Interrompi-vos? - inquiriu o duque George.
- Não. - respondeu Alexandra, prontamente.
- Sou o duque George de Glasgow. - apresentou-se.
- Sou a duquesa de Bragança. -respondeu ela.
Conde William reparou que o Duque George de Glasgow estava visivelmente interessado em Alexandra e não conseguiu deixar de sentir uma pontinha de ciúmes e resolveu convidá-la para dançar.
O conde fez uma pequena vénia e pegou na mão de Alexandra e interrogou:
- Quereis dançar comigo?
- Sim. - aceitou ela.
Dançaram durante uma hora e a cumplicidade entre os dois aumentava em cada pezinho de dança.
- Nunca vi homem tão romântico! - suspirou Alexandra.
- Quero mostrar-vos o meu palácio. - informou o conde.
William levou Alexandra ao jardim do palácio e ela não deixou de reparar na beleza deste e no belo lago de cisnes.
Ouvia-se a música nitidamente e continuaram a danaçr mais um pouco e depois passearam entre os jardins.
William pegou nas mãos de Alexandra, beijou-as e de seguida deu-lhe um beijo apaixonado.
- Amo-vos! - declarou-se ele.
Alexandra sentiu-se confusa. Era a primeira vez que alguém se havia declarado a ela e ainda por cima um conde de rara beleza.
Alexandra deixou-se levar pelos sentimentos e pelo romantismo do momento.
- Também vos amo. - acabou por dizer.
Deram mais um beijo apaixonado.
- Venha, vou mostrar-lhe a minha parte preferida do palácio. - informou o conde.
Ele levou-a para dentro e dirigiu-se à sala dos espelhos.
Foi ali que tudo começara.
- Adoro esta sala. Foi aqui que nasci. - informou ele.
William pegou nas mãos de Alexandra, beijou-a e disse que a amava incondicionalmente, mesmo sendo a primeira vez que se tinham visto.
- Quero sentir-te. - disse o conde.
Alexandra encontrava-se perto do espelho gigante e no mesmo instante em que o conde se preparava para desabotoar os botões do vestido, Alexandra foi sugada pelo espelho e encontrou-se de novo na casa-de-banho. Olhou para si, estava de pijama. Olhou para o espelho e viu-se tal e qual na realidade, tocou-o e não se sentiu sugada.
Alexandra correu para o quarto e leu o livro até ao fim e o que leu foi impressionante: a história era tal e qual com o episódio pelo que ela tinha passado.
Alexandra reflectiu sobre o assunto. Ficou com saudades do conde William de Gales e dos momentos que passaram juntos. Apaixonou-se irremediavelmente por ele. Tinha de arranjar uma maneira de regressar ao palácio, acabar o amor que não chegaram a fazer.
Mas na verdade, Alexandra nunca mais conseguiu lá regressar e envelheceu solteira e virgem e nunca mais viu o homem da sua vida e pensou no que tinha acontecido e chegou à conclusão que o livro era mágico e só depois percebeu o verdadeiro significado da 2ª frase da capa do livro: "Uma viagem ao Mundo da Fantasia". Tudo o que ela tinha vivido não passara de uma ilusão que ela própria não passara duma ilusão que ela própria tinha criado e acabou por morrer de desgosto por ter desperdiçado a sua vida com uma fantasia.

Carnaval


No dia de Carnaval

Há pessoas mascaradas,

Todos nos vamos divertir

E comer muitas malassadas.


Vamos divertir-nos

E brincar no Carnaval

Com muita alegria

Que ninguém leva a mal!


O dia de Carnaval

Comemora-se no mundo inteiro.

Mas o mais lindo de todos

É o do Rio de Janeiro.


Catarina Cabral, in "Ecos de Criança"

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Amor é...


Amor é um fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói e não se sente;

é um contentamento descontente

é dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;

é servir quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís de Camões, Poesia Lírica

sábado, fevereiro 10, 2007

Erros meus, má fortuna, amor ardente


Erros meus, má fortuna, amor ardente,

em minha perdição se conjuraram;

os erros e a fortuna sobejaram,

que para mim bastava o amor somente.


Tudo passei; mas tenho tão presente

a grande dor das cousas que passaram,

que as magoadas iras me ensinaram

a não querer já nunca ser contente.


Errei todo o discurso dos meus anos;

dei causa [a] que a Fortuna castigasse

as minhas mal fundadas esperanças.


De amor não vi senão breves enganos.

Oh! quem tanto pudesse que fartasse

este meu duro génio de vinganças!


Lúis de Camões, Poesia Lírica

segunda-feira, janeiro 29, 2007

O Bailarico Inglês - I Parte

Alexandra, uma educadora de infância, farta dos livros medíocres que se encontravam nas estantes da biblioteca da escola, resolveu procurar um livro diferente à Biblioteca Municipal.
Procurou nas estantes e acabou por encontrar um velho livro de contos, cuja capa era pintada de doirado e com a seguinte inscrição: O Bailarico Inglês, uma Viagem Ao Mundo da Fantasia.
- É isto mesmo. - pensou Alexandra. - Os meus meninos bem precisam de fantasia.
Alexandra resolveu levar o livro. Realmente, o livro parecia lindíssimo.
O livro relatava uma história de um conde inglês do século XVIII.
Alexandra fechou o livro maravilhada e dormiu. Sonhou que dançava com o conde.
Alexandra acordou maravilhada. Foi trabalhar com uma nova energia, sentia uma sensação fantástica. Sentiu-se renascer para uma nova vida.
Mas o mais estranho foi o facto de as crianças, outrora irrequietas e traquinas estavam bem mais calmas e interessadas na história.
O dia de Alexandra estava a correr cada vez melhor.
Quando veio do trabalho teve uma surpresa: recebeu uma visita da mãe que já não via a alguns anos e soube que o seu irmão que vive nos E.U.A. foi promovido e conseguiu finalmente arranjar namorada.
Nesse dia era só surpresas. Mas mal sabia Alexandra que a grande surpresa se realizaria à noite.

PS. Não perca a continuação da história. No Bailarico Inglês - II Parte.

Mudança


O mundo está em constante mudança.
Vive o mundo cheio de esperança
Que nalgum dia
No mundo, reine a alegria.

A mudança ocorre quando menos esperamos.
Nem tudo corre como nós desejamos.
A vida é feita de bons momentos,
Mas também passamos por alguns tormentos.

A mudança é efémera
e traiçoeira.
Ás vezes estamos à espera
De que a nossa vida se torne mais verdadeira.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O meu blog está de parabéns!!!


O meu blog fez no dia 14 de Janeiro um ano de existência! Parabéns!!!


domingo, janeiro 14, 2007

O Inverno


No Inverno a beleza reina no ar.

Quando passamos na rua sentimos o seu cheiro!

Os peixes pulam e dançam no mar,

Enquanto nós tomamos banho de chuveiro.


A beleza do Inverno é única,

Porque é a mais bela.

A chuva é louca e muita

E molha quem anda debaixo dela.


No Inverno chove muito

E faz vento.

O vento é tão forte

Que até sentimos o seu movimento!


O belo do Inverno

São as árvores sem folhas,

Os charcos de água no chão,

O vento revolto,

As pedras molhadas...

E haver sempre amor no coração.


O Inverno é muito bonito,

Pois também há flores a florir,

Os pais brincam com os seus filhos

E estes sempre a sorrir.


Sheila Furtado, in "Ecos de Criança"

sábado, dezembro 23, 2006

As Três Árvores


Havia no alto duma montanha três

árvores que sonhavam o que seriam

depois de grandes.


A primeira, olhando as estrelas, disse:

"Eu quero ser o baú mais precioso

do mundo, cheia de tesouros".


A segunda, olhando o riacho suspirou:

"Eu quero ser um navio grande

para transportar reis e rainhas".


A terceira, olhou para o vale e disse:

"Quero ficar aqui no alto da montanha e

crescer tanto que as pessoas ao olharem

para mim levantem os olhos e pensem

em Deus".


Muitos anos se passaram e certo dia

três lenhadores cortaram as árvores

que estavam ansiosas em ser

transformadas naquilo que sonhavam.


Mas os lenhadores não costumavam

ouvir ou entender de sonhos... Que pena.


A primeira árvore acabou por ser

num cocho de animais

coberto de feno.


A segunda virou um simples barco

de pesca, carregando pessoas e peixes

todos os dias.


A terceira foi cortada em grossas

vigas e colocada de lado num depósito.


Então, desiludidas e tristes, as três perguntaram:

«Porquê isto?»


Entretanto, numa bela noite, cheia de

luz e estrelas, uma jovem mulher colocou

o seu bebé recém-nascido naquele cocho

de animais e de repente,

a primeira árvore percebeu que

continha o maior tesouro do mundo.


A segunda árvore estava a transportar

Um homem que acabou por dormir no barco

em que se transformara.


E quando uma tempestade quase afundou

o barco, o homem levantou-se e disse:

"Paz" e, num relance, a segunda árvore

entendeu que estava a transportar

o rei do céu e da terra.


Tempos mais tarde, num sexta-feira,

a terceira árvore espantou-se quando as suas vigas

foram unidas em forma de cruz e

um homem foi pregado nela.


Logo sentiu-se horrível e cruel.

Mas logo no domingo seguinte,

o mundo vibrou de alegria.


E a terceira árvore percebeu que nela

havia sido pregado um homem para a

salvação da humanidade.


E que as pessoas sempre se lembrariam

de Deus e do seu filho

ao olharem para ela.


As árvores haviam tido sonhos e desejos,

mas, a sua realização foi mil vezes maior

do que haviam imaginado, portanto,

não esqueça:


Não importa o tamanho do seu sonho

acreditando nele a sua vida ficará mais

bonita e muito melhor de ser vivida.


Um Feliz Natal e um Póspero Ano Novo de 2007 cheia de realizações de todos os seus sonhos.


Fonte: Templo dos Sonhos









sexta-feira, dezembro 08, 2006

Deficientes

Há alguns anos atrás, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exactamente em desparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos, com a excepção de um rapaz, que tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro.
Diminuiram o passo e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no rapaz e disse:
"Pronto, agora vai sarar".
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até à linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam a repetir essa história até hoje.
Talvez os atletas eram deficientes mentais... Mas, com certeza, não eram deficientes da sensibilidade...
Porquê? Porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho.

O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Parabéns mamã


Hoje a minha mãe faz 46 anos. Parabéns!

segunda-feira, novembro 20, 2006