sábado, janeiro 14, 2006
Capítula 3
Na manhã seguinte, Henry acordou muito contente.
Fez as malas e preparou tudo o que era preciso.
- Estás muito entusiasmado! – espantou-se a Mrs. Howard.
- Pois estou. – respondeu o Henry.
Mrs. Howard pegou nas chaves do carro que estavam em cima da mesa.
Andaram de carro uma hora para chegar à estação.
- Adeus, filho. Vemo-nos daqui a um ano. – despediu a Mrs. Howard.
- Adeus, mãe. – despediu o Henry.
- Adeus, filho. – despediu-se, uma senhora que estava ao lado de Henry.
- Não, mãe, não quero ir. – pediu o rapaz.
- Não, filho, tu vais. – disse a senhora.
- Mãe, nunca pensei que me conseguisses abandonar. – gritou o rapaz.
- Não te vou abandonar, filho. A mãe gosta demasiado de ti para te abandonar. – respondeu a senhora, enquanto abraçava o filho. – Agora, vai, filho. A mãe vai sentir muitas saudades tuas.
- Também eu, mãe. – chorou o rapaz.
- Não chores. – pediu a senhora, limpando as lágrimas que começavam a jorrar-lhe no rosto, com um lenço rosa.
A Henry só lhe apetecia rir.
- Adeus, mãe. – despediu o Henry, sorrindo.
- Adeus.
Henry entrou no comboio, acenou à mãe e sentou-se.
- Posso sentar-me ao teu lado? É que o comboio está cheio. – perguntou um rapaz.
- Claro. – respondeu o Henry.
- Como te chamas? – quis saber o rapaz.
- Chamo-me Henry Howard e tu?
- Eu chamo-me Eric Ross. – respondeu o rapaz.
O rapaz tinha cabelos ruivos cor de vinho.
- Sabes, aquele rapaz loiro? – perguntou o Henry.
- Sim, o que é que tem? – quis saber o Eric.
- Ele estava a chorar pela mamã... – explicou o Henry.
Eric riu-se a bom rir e exclamou:
- Não é de espantar ele é um mimado.
- Conhece-lo? – inquiriu o Henry.
- Sim. Ele chama-se Brian Sproule . – respondeu o Eric.
E continuaram a conversar durante a viagem.
Capítulo 4
Henry foi de carruagem puxada por cavalos até à porta do Colégio.
- Uau! O Colégio é enorme! parece um castelo! – exclamou o Eric.
O Colégio realmente parecia um castelo, tinha: quatro grandes muralhas feitas de granito e uma velha porta de madeira.
Entraram e sentaram-se numas cadeiras à frente de um pequeno proscénio.
- Muito bem, todos os alunos do primeiro ano secundário venham até aqui, para ver para que equipas vão.
Há quatro equipas: os Courageous, os Strong, os Honest e os Saviors. Vou chamar cada aluno á vez para informar em que equipa irá ficar e poderá sentar-se nas mesas da sua equipa... Muito bem... Susan Baker.
Susan subiu até ao pequeno proscénio.
- Acho que deverias ir... para os HONEST. – gritou o director do colégio, o Sr. Ben Taylor.
Todos os que eram daquela equipa gritaram de alegria quando ela se sentou na mesa deles.
- Eric Ross. – chamou o director. – Tu vais para os.. SAVIORS.
Mais gritos.
- Katie Kilpatrick. – chamou o professor Ben. – Vais para os... COURAGEOUS.
Gritos de alegria.
- Henry Howard. – bradou o director. – Vais para os... SAVIORS.
Henry foi para a mesa dos Saviors muito contente por estar na equipa de Eric.
- Brian Sproule. – proferiu o professor Ben. – Vais para os... STRONG.
Assobios.
- Andy Foster. –proclamou o director. – Vais para os... SAVIORS.
Andy sentou-se na mesa dos Saviors. Tinha cabelos castanhos, compridos, ondulados e os olhos da mesma cor.
O director do colégio continuou a chamar pelos alunos e por cada vez que diziam que equipa iriam ficar, os dessa equipa gritavam de alegria e assobiavam.
- Agora que já disse as equipas que os novos alunos iriam ficar, será servido o jantar com várias iguarias para todos os gostos. E também queria informar para quem é novo neste colégio, eu sou o director Ben Taylor. Todas as equipas são constituídas por dois prefeitos (um rapaz e uma rapariga). Os prefeitos dos Honest são: Avril Hurley e Patrick Anderson. Os prefeitos dos Courageous são: Christina Harold e Adrian Rolland. Os prefeitos dos Strong são: Cindy Lauper e Frederick Russof. E os prefeitos dos Saviors são: Dianne Crawford e Thomas Ross. – anunciou o director do colégio.
Os prefeitos subiram para o proscénio, fizeram uma vénia e foram-se sentar para as respectivas mesas.
Depois de comerem, Thomas e Dianne mostraram o caminho aos novos Saviors para a sala comum.
- Este colégio parece ser porreiro! – exclamou o Henry.
- Tens razão! – concordou o Eric.
Capítulo 5
Na manhã seguinte, Henry e o Eric acordaram bem dispostos; vestiram-se e tomaram o pequeno almoço.
A primeira aula era de Matemática.
- Muito bem! Uma boa dose de Matemática para começar o dia! – exclamou a professora.- Vamos apresentar-nos. Eu chamo-me Alice Kerrod.
- Eu chamo-me Andy.
- Eu chamo-me Anne.
- Eu chamo-me Beatrice.
- Eu chamo-me Bertha.
- Eu chamo-me Bill.
- Eu chamo-me Caroline.
- Eu chamo-me Charles.
- Eu chamo-me Elizabeth.
- Eu chamo-me Eric.
- Eu chamo-me Henry.
- Eu chamo-me Ivan.
- Eu chamo-me Ken.
- Eu chamo-me James.
- Eu chamo-me Jim.
- Eu chamo-me Joanne.
- Eu chamo-me John.
- Eu chamo-me Martha.
- Eu chamo-me Martin.
- Eu chamo-me Sarah.
- Eu chamo-me Walter.
- Eu chamo-me Wanda.
- Muito bem, vamos começar a aula. Abram o vosso livro na página 8 e 9. – informou a professora Kerrod.
Abriram o livro.
- O primeiro capítulo é: “Conhecer melhor os números” e vamos dar os Múltiplos e Divisores. – anunciou a professora Kerrod. – Vamos fazer o primeiro exercício. Andy lê, se faz favor.
- Para[1] encontrar o tesouro, este pirata deve passar de um número ao outro alternando múltiplos e divisores, como se pode ver no exemplo. Conseguirá chegar ao tesouro? – leu a Andy.
Passado 2 minutos:
- Quem sabe como ele pode chegar ao tesouro? – perguntou a professora Kerrod.
Andy levantou o braço no ar.
- Diz lá, Andy.
- Ele pode chegar ao tesouro pelo seguinte caminho: ia para o 14-56-7-28-4-36-3-90-15-45-9-72-8-48-12-36-2 e chegaria ao tesouro. – respondeu a Andy.
- Muito bem, Andy! – espantou-se a professora Kerrod.
- Obrigada, professora Kerrod! – agradeceu a Andy.
- Vamos para o 2º exercício. – avisou a professora Kerrod.- Anne lê.
- Quadrado multimágico: num quadrado multimágico o produto dos números representados em cada linha, coluna ou diagonal é sempre o mesmo. Completa o seguinte quadrado multimágico utilizando todos os divisores de 36. – leu a Anne.
Passado 2 minutos:
- Então como é que se faz? – inquiriu a professora Kerrod.
Mais ninguém levantou a mão, a não ser a Andy.
- Só a Andy é que sabe?! – admirou-se a professora Kerrod.- Vocês têm que estudar mais. Diz lá, Andy.
- No primeiro quadrado é o 3, a seguir o 2, à direita o 4, á esquerda o 9, depois o 18 e por último é o 12. – respondeu a Andy.
- Muito bem, Andy! – exclamou a professora Kerrod.- Vamos para o 3º exercício que é sobre as Potências. Lê Beatrice.
- Como contar o número dos teus antepassados.
1.ª geração: tu
2.ª geração: os teus pais
3.ª geração: os teus avós
4.ª geração: os teus bisavós
3.1.Escreve o número dos teus antepassados, por geração, até à 4.ª.
3.2.Quantos antepassados existem na 5.ª geração?
3.3.Quantos antepassados existem na 7.ª geração? – leu a Beatrice.
Passado 2 minutos:
- Como se faz? – questionou a professora Kerrod.
Andy foi a única a levantar o braço.
- No meu caso, na 1.ª geração há 1. Mas na 2.ª geração são 2 para toda a gente. 3.ª geração: 2x2=2 elevado a 2=4 4.ª geração:2x2x2= 2 elevado a 3 = 8 5.ª geração: 2 elevado a 4 = 16 7.ª geração: 2 elevado a 6=64. – respondeu a Andy.
- Muito bem, Andy! – espantou-se a professora Kerrod.- Vamos para o exercício 4. Lê Bertha.
- Copia e completa a seguinte tabela. – leu a Bertha.
Passado 3 minutos:
- Quem sabe como se completa? – perguntou a professora Kerrod.- Andy, diz lá.
- Muito bem, Andy! – surpreendeu-se a professora Kerrod.- Vamos fazer o exercício 5, que é sobre expressões numéricas. Bill, lê.
- Podemos obter 20 de nove maneiras diferentes utilizando: unicamente o 2;...; unicamente o 9.
5.1. Verifica que assim é nas seguintes expressões numéricas:
Passado 2 minutos:
- Como se faz, então? – questionou a professora Kerrod.- Andy, vem ao quadro.
a) 11+11-(1+1)=20 b) 3 elevado a 3 – (3+3+3/3)=20
c)6+6+6+ 6+6/6=20[2] d)7+7+7+7- 7:7=20
e)8+8+ 8x8/8+8=20 f)9+9+ 9+9/9=20
5.2.Tenta encontrar as expressões numéricas que usam unicamente:
a) o 2 =22-2=20 b) o 4 = 4x4+4=20 c) o 5 = 5x5-5=20
- Muito bem, Andy! Como sabias isso tudo sem eu ensinar? – quis saber a professora Kerrod.
- Estudei muito nas férias. E como o meu pai já foi professor de Matemática, ensinou-me e explicou-me e agora já sei quase tudo de todas as disciplinas. – explicou a Andy, muito contente e convencida.
- Óptimo! Nunca vi uma aluna tão trabalhadora! – exclamou a professora Kerrod.
- Obrigada, Sr.ª professora. – agradeceu a Andy.
- Não te estou a elogiar, estou a dizer a verdade! – disse a professora Kerrod. - Muito bem, meninos, trabalhos de casa: página 10 e 11, os exercícios todos e estudem muito, como a vossa colega Andy.
- Mas como vamos fazer os T.P.C. se a professora não ensinou como se faz as coisas? – perguntou o Charles.
- Não ensinei?! CLARO, QUE ENSINEI! – berrou a professora Kerrod. - Se não souberem como se faz, estudem. Hoje é a lição n.º 1 e 2 e o sumário é: Apresentação dos alunos e da professora.
Iniciação de um novo capitulo: “Conhecer melhor os números”.
Múltiplos e Divisores.
Potências.
Exercícios do livro (pág. 8 e 9).
Tocou para a saída.
- Até que enfim, saímos de lá... estava a ficar um inferno! – exclamou o Henry.
- É verdade. Aquela professora não ensinou nada... viu que a Andy sabia e pensou que os outros também sabiam. – concordou o Charles.
- Pois; mas nós não somos a Andy. – protestou o Henry.- Aquela rapariga só deve estudar!
- Logo que acordei estava tão bem disposto, mas por causa daquela professora e daquela Andy... já estou mal disposto. – exclamou o Eric.
Nesse preciso momento apareceu a Andy a correr depressa muito triste.
- Acho que ela ouviu. – avisou o Henry.
- Bem feito; para ela não se fazer mais esperta que os outros. – rugiu o Eric.
- Ela não se faz... ela é mesmo mais esperta que nós! – corrigiu o Henry.
- Podes crer!... – concordou o Charles.
Tocou para a aula de Francês.
- Vamos ver se nesta aula não se faz de espertinha... – constrangeu o Eric.
- Olá meninos, chamo-me Nancy Clinton e sou a vossa professora de Francês.- Agora vão se apresentar.
- Eu chamo-me Andy.
- Eu chamo-me Anne.
- Eu chamo-me Beatrice.
- Eu chamo-me Bertha.
- Eu chamo-me Bill.
- Eu chamo-me Caroline.
- Eu chamo-me Charles.
- Eu chamo-me Elizabeth.
- Eu chamo-me Eric.
- Eu chamo-me Henry.
- Eu chamo-me Ivan.
- Eu chamo-me Ken.
- Eu chamo-me James.
- Eu chamo-me Jim.
- Eu chamo-me Joanne.
- Eu chamo-me John.
- Eu chamo-me Martha.
- Eu chamo-me Martin.
- Eu chamo-me Sarah.
- Eu chamo-me Walter.
- Eu chamo-me Wanda.
- Muito bem, vamos abrir o livro na página 14.- Tem aí uns mapas para identificar qual é o de França, o do Reino Unido, o da Itália e o de Portugal. O A de que país é? – perguntou a professora Clinton.
Todos levantaram o braço.
- Este menino. – disse a professora Clinton.
- França. – respondeu o Henry.
- O B? – inquiriu a professora Clinton.
- Portugal. – respondeu a Andy.
- O C? – questionou a professora Clinton.
- Reino Unido. – respondeu o Jim.
- O D? – perguntou a professora Clinton.
- Itália. – respondeu o Walter.
- No exercício 2 é para pintar de azul as zonas assinaladas com “+” e verás aparecer a forma de França. E pinta de vermelho todas as figuras de olhos fechados e verás o contorno de França.[3] – informou a professora Clinton. – Pintam lá.
Passado 3 minutos.
No exercício 3, diz: entre estes 8 países, 4 fazem fronteira com a França. Indica-os. Olhem lá para o mapa. - Será que a Bélgica faz fronteira com a França? – perguntou a professora Clinton.
- Faz. – respondeu a Wanda.
- Muito bem. E a Itália? – inquiriu a professora Clinton.
- Faz. – respondeu a Sarah.
- E a Espanha? – questionou a professora Clinton.
- Faz. – respondeu o Martin.
- E a Suíça? – interrogou a professora Clinton.
- Faz. – respondeu a Martha.
- A Polónia faz? – perguntou a professora Clinton.
- Não. – respondeu o John.
- Será que Portugal faz?
- Não. – respondeu o Eric.
- A Hungria? – questionou a professora Clinton.
- Não. – respondeu o Ken.
- E a Finlândia? – inquiriu a professora Clinton.
- Não. – respondeu a Joanne.
- Na página 16, está um mapa-múndi e em cada continente tem um ou mais países que falam francês e as respectivas bandeiras em baixo. – explicou a professora Clinton.- Na África, que em Francês diz-se Afrique digam-me um país que fale Francês.
- Egipto. – respondeu a Andy.
- Muito bem. Em Francês diz-se Égypte. – disse a professora Clinton.
- E na América? Que em Francês diz-se Amérique. – interrogou a professora Clinton.
- O Canadá. – respondeu a Anne.
- Muito bem! Em Francês diz-se Canada. – disse a professora Clinton. E na Ásia? Que em Francês diz-se Asie.
- Vietname. – respondeu a Bertha.
- Muito bem! Em Francês diz-se Vietnam. – respondeu a professora Clinton.- Na Oceânia? Que em Francês diz-se Océanie.
- Vanuatu – respondeu o Bill.
- Muito bem, e na Europa? Que em Francês é Europe. – interrogou a professora Clinton.
- Roménia. – respondeu o Eric.
- Muito bem! Em Francês diz-se Roumanie. – disse a professora Clinton.- Na página 18, tem imagens que é preciso legenda. A primeira gravura toda a gente conhece. Como se chama?
- É a Torre Eiffel. – respondeu o Charles.
- Muito bem! Em Francês é: La Tour Eiffel. – ensinou a professora Clinton, enquanto escrevia no quadro e os alunos escreviam no livro.
- A segunda imagem é: La Villete, a terceira imagem é: La Défense, a quarta imagem é: L’Opéra, a quinta imagem é? – perguntou a professora Clinton.
- O Arco do Triunfo. – respondeu o Martin.
- Muito bem! Em Francês é: L’Arc de Triomphe, a sexta imagem é: La Seine, a sétima imagem é: Le centre Georges Pompidou, a oitava, a nona e a décima imagem o que são?
- A nona é o metro e a décima é a Catedral de Notre- Dame, mas a oitava não sei o que é. – respondeu a Andy.
- Muito bem! A oitava é: Le Louvre, a nona é: Le métro e a décima é: La Cathédral de Notre-Dame. – explicou a professora Clinton. Para trabalho de casa vai a página 20; que é para pôr A se forem vinhos, B se forem monumentos, C se forem carros, D se forem moda, E se forem queijos e F se forem centros de diversão. Peugeot, Camembert, Bordeaux, Champagne, Eurodisney, Cognac, Citröen, Lacoste, Le Louvre, Naf Naf, Renault são tudo marcas ou nomes característicos de França, alguns nomes vocês já conhecem. – informou a professora Clinton.- Muito bem; o sumário é:
La France: Le Pays et la langue.
Les monuments.
Les payses que parlent français.
Tocou para a hora de almoço.
O almoço era frango com batatas fitas.
- Como te estão a correr as aulas, Eric? – perguntou o Thomas.
- Mais ou menos. – respondeu o Eric.
- Conhece-lo? – perguntou o Henry.
- Claro, ele é meu irmão. – respondeu o Eric.- Prefiro a professora de Francês, ela pelo menos liga a toda a turma, não é só à Andy!
- A Andy ouviu outra vez! – exclamou o Henry, enquanto vi a Andy a correr muito triste.
- Estou pouco me lixando. – respondeu o Eric.
- Vamos ter Inglês. – disse o Henry, enquanto tocava a sineta.
- Olá, meninos chamo-me Wendy Romanoff, e sou a vossa professora de Inglês.- Apresentem-se.
Apresentaram-se.
- Muito bem, abram o vosso livro na página 16 vamos dar o texto dramático e o texto “Serafim e Malacueco na Corte do Rei Escama” é um exemplo de um texto dramático.- Mas o que é um texto dramático?
- É um texto com drama. – respondeu o Eric, fazendo-se de esperto.
- Sim, está bem... mas o que é um texto com drama? – perguntou a professora Romanoff.
- É um texto feito especialmente para representar. – respondeu a Andy.
- É isso mesmo. É um texto para representar. – disse a professora Romanoff.- Quem quer ler o texto “Serafim e Malacueco”?
Vários levantaram a mão.
- Andy, vai ler as didascálias e o cenário, o loirinho vai ser o Serafim, o ruivinho pode ser o Malacueco e o lá de trás pode ser o pirata. – pediu a professora Romanoff.
- (Cenário: a fachada de uma casa simples – uma porta e uma janela – com estrutura de rodas, que a movimente em cena.)
(Aparecem dois vagabundos esfarrapados: Serafim, o magro; Malacueco, o gordo.)
Serafim – Ai que sono! Que preguiça! Que cansaço!
Malacueco – Ai que estafa! Que fadiga! Que quebreira!
(...)
Pirata da Perna de Pau – Quem são vocês?
Serafim – Serafim...
(muito encolhido, com a voz a sumir-se)
Pirata – O quê?
Serafim – Serafim.
(mais alto, mas ainda assustado)
Pirata – E tu?
(para Malacueco)
Malacueco – Ma... la...cué...cué...cueco.[4]
(...)
- Muito bem! Agora vamos fazer a Compreensão de Texto. – disse a professora Romanoff.- Então, como se sentem Serafim e Malacueco no início do texto?
- Sentem-se cansados e com fome. – respondeu o Henry.
- A que meio social pertencem? Justifica a tua resposta com uma expressão textual. – perguntou a professora Romanoff.
- São pobres. “Aparecem dois vagabundos esfarrapados...” – respondeu o Eric.
- Porque razão decidem bater à porta de uma casa?
- Para lhes dar de comer e dormir. – respondeu a Caroline.
- Após terem batido à porta, que fazem as duas personagens? – inquiriu a professora Romanoff.
- Apresentam-se, pedem comida e dormida em troca de trabalho. – respondeu a Andy.
- Como é que caracterizam o Pirata Perna de Pau? – questionou a professora Romanoff.
- Mandão, irónico e hostil. – respondeu a Beatrice.
- E Serafim e Malacueco, como os caracterizas no diálogo com o pirata? – interrogou a professora Romanoff.
- Estão com medo, são humildes e obedientes. – respondeu a Sarah.
- Para trabalho de casa, vocês vão procurar no dicionário o significado das palavras: larica, estalagem, equipagem, maroscas e ilusão.- E continuar o texto do “Serafim e o Malacueco na Corte do Rei Escama”, depois de o Pirata da Perna de Pau ter cantado vitória, uma minúscula ilha apareceu em cena. Seria a salvação para Serafim e Malacueco? Escreve a “cena 2” e continua o texto dramático. – informou a professora Romanoff.- O sumário é:
Texto dramático.
Leitura e compreensão do texto: “Serafim e Malacueco na Corte do Rei Escama”.
Tocou a sineta para a saída.
Como era a última aula, Henry e Eric foram lá para fora jogar futebol, mais os outros rapazes que quisessem jogar.
Andy estava debaixo de uma árvore a fazer os trabalhos de casa. Quando acabou ficou ali sentada a ver os rapazes a jogar futebol.
- Au! Estúpido! Joga com mais cuidado, palerma! – gritou a Andy, quando levou com a bola na cabeça.
- Desculpa. – pediu o Eric.
Entreolharam-se e ficaram a olhar durante algum tempo um para o outro.
- Estás desculpado. Mas para a próxima... joga com mais cuidado. – perdoou a Andy.
- ‘ tá, desculpa lá, pá. – pediu o Eric.
Depois disto, Eric continuou a jogar e de vez em quando olhava para Andy, que continuava a vê-los com os livros na mão e com um sorriso nos lábios.
[1] Os exercícios (escritos em Itálico) foram retirados do livro de Matemática: “Matematicamente Falando”.
[2] O que está a cinzento indica a resolução dos exercícios.
[3] Todas as perguntas (em Itálico) foram retiradas do livro de Francês “Club Des Mots”.
[4] O texto “Serafim e Malacueco na Corte do Rei Escama” foi escrito por António Torrado, Teatro às Três Pancadas, retirado do livro de Português: “Ponto por Ponto”.
Capítulo 6
Quando acabaram de jogar à bola foram comer arroz de pato.
Quando acabaram de comer veio um palhaço, dizer:
- Quem quer?! Quem quer caganitas de pomba?- Quem quer, quem quer cú de vaca da minha prima?
- A vaca é da tua prima? Ou a tua prima é uma vaca? – perguntou o John, num tom de troça.
O palhaço atirou-lhe fezes para a cara.
John foi a correr para a casa de banho lavar a cara.
- Mas o que é isto? – quis saber o Thomas.
- É isto. – respondeu o palhaço, atirando uma tarte para a cara do prefeito dos Saviors.
Thomas foi lavar a cara e contou tudo à Dianne.
- Anda um palhaço a fazer asneiras?! – inquiriu a Dianne.- E quem é esse palhaço?
- Sei lá. – respondeu o Thomas.
Dianne foi lá protestar com o palhaço e este atira-lhe mais uma tarte para a cara e apalpa-lhe o rabo.
Dianne tirou a tarte dos olhos e berrou com o palhaço:
- Quem és tu?
- Eu sou um palhaço. – respondeu ele.
- Isso eu sei. Mas quero saber quem és TU? – exigiu a Dianne.
- Já te disse que eu sou um PALHAÇO. – respondeu.
Dianne como já estava a ficar farta daquele palhaço, arrancou a máscara dele.
- Desde pequena que eu não gosto de PALHAÇOS. Por isso toma lá. – disse a Dianne, que tinha chamado o director e a subdirectora do colégio.
- MICHAEL!? – espantou-se o Thomas.
- Sim. – respondeu o Bernard.
Bernard era o irmão gémeo do Michael.
- O Michael e o Bernard são teus irmãos? – perguntou o Henry, ao Eric.
- Sim. – respondeu o Eric.
- Esses teus irmãos gémeos são muito maus. – abonou a Andy.
Capítulo 7
Terça-feira. Tocou para a aula de Ciências Naturais. Iam conhecer um novo professor.
- Bom dia, meninos! Vamos para as Ciências. Gostaram das férias? – cumprimentou o professor.
- Sim. – responderam os alunos.
- Chamo-me Ralph Brown, mas prefiro que me tratem por professor Ralph e não por professor Brown. E vocês? – apresentou-se o professor.
Os alunos apresentaram-se.
- Muito bem, meninos, vamos dar as condições que permitiram o aparecimento da vida e o que faz da Terra um planeta com vida. – disse o professor Ralph.- Então, o que faz da terra um planeta com vida?
Os primeiros sinais de vida na Terra surgiram no ambiente aquático, daí a importância da água líquida para o aparecimento da vida. A água está presente noutros planetas, mas ou se encontra na forma de gelo, em Júpiter, ou de vapor, como em Vénus, formando ácidos corrosivos.
As características particulares da Terra, como a distância ao sol e a atmosfera, permitem que a sua temperatura seja adequada à manutenção de grandes quantidades de água líquida, fundamental ao aparecimento e à manutenção da vida.
Na etapa actual do conhecimento científico, a Terra, parece ser o único planeta no sistema solar capaz de permitir a vida como nós a conhecemos.
E que condições permitiram o aparecimento de vida?
Os mares primitivos eram quentes e os continentes, certamente distribuídos de uma forma diferente, apresentavam muitos vulcões activos, expelindo grandes quantidades de lava e cinza. A atmosfera continha muito hidrogénio e gases tóxicos, como monóxido de carbono, amoníaco e metano, resultantes da intensa actividade vulcânica. Não havia oxigénio livre nem ozono e os raios ultravioleta do sol queimavam a superfície da Terra.
Para explicar a origem da vida na Terra existem diversas teorias. A mais aceite supõe que, como consequência da acção dos raios ultravioleta e de descargas eléctricas sobre a atmosfera primitiva e do calor proveniente dos vulcões, se formaram certos compostos complexos. Estes compostos orgânicos acumularam-se nos mares primitivos. Foi então que na água, protegida das radiações, apareceram as primeiras formas de vida, os organismos unicelulares. Estas células multiplicaram-se e foram gastando os compostos orgânicos que se tinham formado. Outras começaram a utilizar a energia solar para sintetizar compostos orgânicos com libertação de oxigénio - células fotossintécticas. Na atmosfera o oxigénio foi então bombardeado pelas radiações, transformando-se em ozono, gás que retém a maior parte das radiações perigosas. A camada de ozono permitiu a alguns seres vivos, que até esse momento só existiam na água, a colonização e a evolução no ambiente terrestre. – explicou o professor Ralph.
Andy ficou impressionada com a sabedoria do professor.
- Onde existe vida na Terra? Eric, diz-me um ambiente.
- Meio Ambiente. – respondeu o Eric.
- Não. – repreendeu o professor Ralph.
Todos esperavam vê-lo gritar, mas em vez disso, começou a rir às gargalhadas.
- Diz-me um ambiente com vida, Andy. – pediu o professor Brown.
- O ambiente aquático e o ambiente terrestre. – respondeu a Andy, orgulhosa da sua sabedoria.
- Muito bem! Só pedi para me dizeres um, mas disseste os dois... muito bem! – surpreendeu-se o professor Brown.
- Sabes dar-me um exemplo para cada ambiente? – perguntou o professor Ralph Brown.
- Sei sim, senhor professor. – disse a Andy.
- Então menciona-os. – pediu o professor Ralph.
- O ambiente aquático está dividido em dois grandes grupos: o ambiente de água doce, como lagos, ribeiros, lagoas, rios e pântanos e o ambiente marinho, como os mares, oceanos, praias e lagunas costeiras. E os principais ambientes terrestres são: a tundra, a floresta de coníferas, a pradaria, o deserto, a floresta caducifólia, o bosque mediterrânico, a savana e a floresta tropical. – respondeu a Andy.
O professor Ralph deixou escapar um «Uau!» tímido.
Andy ouviu e ficou muito feliz.
Mas o professor Ralph, não foi o único, todos ficaram admirados com a sabedoria da rapariga.
Tocou a sineta para o intervalo.
- És tão esperta! – elogiou o professor Ralph.
- Obrigado, não foi o único a dizer o mesmo. – lisonjeou a Andy.
- Quem é que te já elogiou? – perguntou o professor Ralph.
- A professora Wendy Romanoff, a professora Nancy Clinton e a directora dos Saviors, a professora Alice Kerrod. – respondeu a Andy.
- Isso quer dizer que és mesmo uma boa aluna!...
- Boa... não... ÓPTIMA. – disse a Andy.
- Pois... O sumário fica para a próxima aula.
- Boa tarde, professor Ralph.
- Boa tarde, Andy.
Andy foi ao bar dos alunos comprar alguma coisa para petiscar.
- Eh, rapazinho, sem dinheiro não há comida. – gritou a funcionária do bar.
- Vá lá, senhora, sou um rapaz pobre não tenho dinheiro. – queixou-se o Eric.
- Nem pensar. – berrou a funcionária.
- Deixa lá, Eric. Eu pago-te desta vez, mas para a próxima... – disse o Henry.
- Obrigado, Henry, és o meu melhor amigo. – agradeceu o Eric.
- Que estupidez! – murmurou a Andy.
Tocou para a próxima aula e os alunos correram para as respectivas salas.
Capítulo 8
A próxima aula era a de Educação Física.
- Bom dia, meninos. – Vamos fazer um aquecimento. Correr sete voltas à pista. – disse o professor Mark Kerrod.
Os alunos correram e a Andy, querendo fazer-se de boa corredora, correu a toda a velocidade, mas o pior é que não reparou que Eric estava à sua frente e tropeçou nele e caíram, ficando o Eric por cima de Andy cara a cara.
Todos se riram e Eric e Andy levantaram-se envergonhados e tentaram desculpar-se.
- Vá, meninos, com esta interrupção, em vez de sete voltas vão ser catorze.
- Isso, é muito senhor professor... – queixou-se o gordo do Bill.
- Só por dizeres isso, vais correr vinte e uma voltas sem parar. – contrariou o professor Mark Kerrod.
- Vou morrer...
- Vinte e oito. – gritou o professor.
- Tenha piedade de mim..., por favor... – pediu o Bill, a chorar.
- Trinta e cinco. – berrou o professor. – Toca a correr, se abrires mais o bico dás quarenta e duas.
Bill, na segunda volta já não podia, começou a parar.
- Toca a correr, gordo. Se parares mais uma vez dás quarenta e nove. – gritou o professor.
Bill correu sem parar até a décima volta e quando ia para a décima primeira, caiu ao chão sem vida.
Os alunos correram até ele a gritar:
- Professor, ele morreu.
- Que pena! Não falasse e não fosse tão gordo. – contrariou o professor Mark. – Agora, vamos fazer salto em comprimento.
- Mas o Billy, morreu. Devíamos chamar a agência funerária. – disse o Charles.
- Depois da aula, fazem dele o que quiserem, se quiserem chamar a agência funerária chamem, se quiserem queimá-lo, queimam-no, atiram-no ao mar ou comem-no, eu não me importo... não quero saber desse gordo banhas, com muita celulite e colesterol.
- O professor é que o matou. – acusou a Andy.
- Não fui eu, foi a banha dele... ele mais parecia um borrego que uma pessoa.- Agora vamos fazer salto em comprimento..., depois vê-se o que fazemos com o corpo.
Os alunos fizeram salto em comprimento sem paciência nenhuma, estavam estafados e tristes pela morte do Bill.
Depois da aula de Educação Física, os alunos foram informar o director da escola.
- O quê?! O Bill morreu? – perguntou o director Benjamin Taylor.
- Sim. – respondeu o Henry, desesperado.
- Contem-me lá, como isso aconteceu? – quis saber o director.
- Estávamos na aula de Educação Física e o professor Mark Kerrod, mandou-nos correr catorze voltas e Bill queixou-se que eram muitas e o professor ordenou-lhe que seriam vinte uma voltas e Bill disse para ter piedade dele, mas o professor ordenou que fizesse 35 voltas e se abrisse mais a boca seriam quarenta e duas. Bill na segunda volta já não podia mais e começou a parar e o professor gritou: “49” e Bill correu muito bem até à décima volta, mas quando ia para décima primeira, ele não aguentou mais e morreu... – respondeu a Andy.
- Realmente, quarenta e nove voltas é demais..., ainda por cima ele era um rapaz obeso, com problemas cardíacos... – o director Taylor foi interrompido pelo professor Ralph Brown, que tinha acabado de entrar na sala dos professores.
- Que se passou?
- Foi um dos seus alunos, o Bill Porter..., ele morreu... – o director Ben, foi outra vez interrompido pelo professor Ralph.
- Como?
- Foi o professor Mark Kerrod que o matou..., veja só que o mandou correr quarenta e nove voltas sem parar e pois claro está, o Bill morreu... não aguentou mais que a décima volta... – explicou o director do colégio.
- Que horror... Que vamos fazer? – interrogou o professor Ralph Brown.
- Vamos informar os familiares e faremos um funeral digno onde todos os estudantes irão participar e nesse dia não haverá aulas... é o máximo que poderemos fazer. – disse o director do colégio.
- Mas não vai despedir o professor Mark Kerrod?! – questionou o professor Ralph.- Ele matou um aluno...
- E não só..., ele gozou com o Bill, chamando-o gordo, que parecia um borrego... e que não foi ele que o matou, mas sim a própria banha. – informou o Eric.
- Que horror! Director...
- Não posso fazer nada, professor Ralph. Não o posso despedir, porque assinei um contrato que não podia despedir nenhum professor até acabar o ano lectivo...
- Mas director, e se ele mata mais algum aluno...
- Faremos de tudo para que isso não aconteça...mas agora temo-nos que preocupar como informar a família. Vou pedir à Bridget que se encarregue de os informar.
- Estou preocupado com os alunos. Não quero que eles morram. – disse o professor Brown.
- Primeiro, faremos o funeral e logo veremos como resolveremos esse problema. – tentou tranquilizar, o director Benjamin.
- O senhor é que é o director..., você é que decide. – aceitou o professor Ralph.
Ainda bem, que concordou comigo, Sr. Brown...
- Sr. Ralph. – corrigiu o professor.
- Sr. Ralph, falarei com a directora dos Saviors, a professora Alice Kerrod...
- Disse Kerrod? Mas não é o mesmo sobrenome do professor assassino? – espantou-se o professor Ralph.
- Sim, são irmãos..., mas Alice é de confiança, é boa rapariga. – assegurou o director Ben.
- Também gostava de falar com ela. – disse o professor Brown.
Tocou a sineta para a aula de Matemática com a professora Alice Kerrod.
- Só se for na hora de almoço, porque Alice vai ter aulas com os Saviors.
- Assim seja. – disse o professor Ralph Brown.
- Olá, meninos, há muito tempo que não nos víamos... – cumprimentou a professora Alice Kerrod.- Quem fez os trabalhos de casa?
Nenhum levantou o dedo, só a Andy.
- Estou a ver que a Andy é a única responsável aqui. – disse a professora Alice Kerrod. – Andy vem fazer a correcção.
Andy foi ao quadro fazer a correcção.
- Muito bem! – elogiou a professora Alice Kerrod.- Vamos dar os critérios de divisibilidade por 2,3,5. Como se fazem essas divisões? Andy!
- Um número é divisível por 2 quando é par, ou seja, quando o algarismo das unidades é 0,2,4,6 ou 8.
Um número é divisível por 3 se a soma dos seus algarismos é múltiplo de 3.
Um número é divisível por 5 quando o algarismo das unidades é 0 ou 5.
- Muito bem, vamos fazer o exercício 1, 2 e 3. – disse a professora.
Como sempre, Andy foi fazer a correcção.
- Muito bem! Agora vamos dar número primo e número composto. Andy, quando é que um número é primo ou composto?
- Um número é primo quando só é divisível pela unidade e por ele próprio, como o número 11.
E um número composto é aquele que tem mais de dois divisores, como por exemplo o número 8.
- Muito bem! Agora vocês vão fazer o exercício 4 e o 5.
Andy foi corrigi-los...
- Muito bem! Agora vamos dar a decomposição em factores primos. Faremos a actividade 1, a 6 e a 7.
Andy foi corrigi-los...
- Muito bem! Agora vamos fazer todos os exercícios da página 17e 18.
- Andy foi corrigi-los...
Tocou a sineta.
- T.P.C, página 19... Hoje é a lição número 3 e 4.
Sumário: Correcção dos trabalhos de casa
Crivo de Eratóstenes
Critério de divisibilidade por 2,3 e 5
Exercícios 1,2 e 3 (página 12)
Número primo e composto
Exercícios 4 e 5 (página 13)
Decomposição em factores primos
Actividade 1 (página 14)
Exercícios 6 e 7 (página 15)
Exercícios da página 17 e 18.
Na hora de almoço, já toda a gente sabia da morte de Bill Porter.
- Que horror! 42 voltas...
- Mas só correu 10...
- Mas o professor exagerou...
- 10, já está bom, para quem é gordo...
- Morreu de cansaço ou de um ataque cardíaco?
As crianças falavam muito sobre a morte de Bill Porter, toda a escola ficou chocada. Para eles a morte de um aluno, era uma grande novidade.
Na mesa dos professores a cena era a mesma: falavam uns com os outros, debatiam, davam as suas opiniões, enfim para eles a morte de um aluno também era uma novidade.
- Alice, quero falar consigo. – informou o director.
- O.k. – aceitou a professora.
- Ralph, esta é que é a professora Alice Kerrod..., Alice este aqui, é o professor Ralph Brown.
- Muito prazer. – cumprimentaram-se os dois.
- O Ralph, também quer falar consigo, professora Kerrod. – anunciou o director Ben.
- Sobre o quê? – quis saber a professora Alice Kerrod.
- Sobre a morte de Bill Porter... é que o seu irmão é o culpado da morte dele. – respondeu o professor Brown.
- O meu irmão matou o Bill Porter? – interrogou a professora.
- Sim. – respondeu o director Benjamin.
- Mas como? Como fez isso? Ele não teria coragem. Quais foram as razões? – quis saber a professora Alice.
Nesse preciso instante, o professor Mark Kerrod, passava no corredor.
- Professor Mark, quero falar consigo. – anunciou o director Taylor.
- Se é sobre a morte do Bill, não quero falar sobre isso...
- Mas é sobre a morte do Bill. – disse o professor Ralph.
- Eu já disse, não matei o Bill. – desdisse o professor Kerrod.
- Eu quero acreditar em ti, irmão. – disse a professora Kerrod.
- Podes acreditar em mim..., agora vocês não acreditam porque não querem. – observou o professor Mark Kerrod.
- O senhor mandou-o correr 42 voltas sem parar, como é que acha que alguém conseguiria correr tantas voltas? Só se fosse sobrenatural! – disse o professor Ralph Brown.
- Estava só a gozar. Ele só ia correr 14 voltas como os outros. Nunca pensei que ele não conseguisse correr catorze voltas... ele morreu na décima volta! – defendeu-se o professor Mark.
- Muito bem, mas o senhor fez escarno do seu aluno, sabendo que ele estava morto, não tem vergonha? – perguntou o professor Ralph.
- Estava nervoso. – respondeu o professo Kerrod.
- Já informamos a morte do Bill aos seus familiares. Eles choraram muito; e querem que o senhor vá preso. – informou o director Benjamin Taylor.
- Mas não o matei, foi sem querer. – defendeu-se o professor Mark Kerrod.
- Vamos fazer uma autópsia e logo veremos como ele morreu. – disse o professor Ralph.
- Mas não o matei de propósito, sinto-me tão mal! – chorou o professor Mark.
- Eu sei, professor Mark. – disse o director Ben Taylor.
- Eu também acho que o meu irmão não matou o aluno, ele jamais seria capaz de fazer uma coisa dessas. – observou a professor Alice.
- Espero bem que a senhora tenha razão. – disse o professor Brown.
- Menina. – corrigiu a professora Kerrod.
- Menina. – entoou o professor Ralph Brown.
- Acho que já estamos conversados por agora... vamos comer. – achou o director Benjamin.
- Também acho. Estou cheia de fome. – concordou a professora Kerrod.
- Também eu. – admitiu o professor Ralph.
O professor Ralph e a professora Alice trocam olhares.
- Quando vai ser o funeral? – quis saber a professora Alice Kerrod.
- Amanhã à noite. – respondeu o professor Ralph Brown, com um sorriso maroto.
A professora Alice Kerrod e o professor Ralph Brown, estavam muito próximos. Quem não gostou da aproximação foi o professor Mark Kerrod e o director Benjamin Taylor.
Mas Alice e Ralph, estavam tão entretidos um com o outro que andavam alheios a tudo, pareciam que eram os dois os mais importantes na vida de um e do outro.
Capítulo 9
O corpo de Bill Porter estava num hospital a realizar uma autópsia.
Nesse dia os alunos do Colégio das Quatro Muralhas não tinham aulas e como estava um calor quase mortal, o director do colégio, o professor Benjamin Taylor mandou abrir as piscinas, o campo de ténis e o de futebol e autorizou os alunos irem para o recreio, para o jardim e também se quisessem podiam ver os animais no estábulo e obrigou as funcionárias do bar, dar gelados, sumos, água e refrescos de graça.
Os alunos estavam tão entusiasmados, que até os que eram mais próximos do Bill, o esqueceram por completo... o objectivo era esse mesmo: que os alunos não estivessem deprimidos com a morte de Bill, ainda por cima numa tarde solarenga como aquela.
- Nem parece Setembro, mas sim uma bela tarde de Julho! – exclamou o Eric.
- Tens razão! – concordou o Henry.
- Olá, Henry! Olá, Eric! Posso ficar com vocês? – perguntou a Andy.
- HENRY, ERIC, VENHAM JOGAR FUTEBOL. – chamou o Charles.
- JÁ VAMOS. – gritaram os dois. – Agora não dá, Andy.
- Mas...
- Adeus! – disseram os dois, a correr.
- Estúpidos!... – exclamou a Andy.
- Queres passear comigo, ir para a piscina e beber uns refrescos grátis? – perguntou o professor Ralph, à professora Alice Kerrod.
- Claro. – aceitou ela.
E lá foram eles de mãos dadas.
- O professor Brown com a professora Kerrod?! – espantou-se a Andy. – Que engraçado!
- Se quiseres podemos ir à piscina juntas, queres? – perguntou uma menina que Andy não conhecia.
- Como te chamas? Não te conheço. De que equipa és? – quis saber a Andy.
- Chamo-me Alanis e sou dos Courageous. – apresentou-se a rapariga. – E tu?
- Chamo-me Andy e sou dos Saviors. – respondeu a Andy.
Alanis tinha o cabelo comprido preto e olhos castanhos, tinha aspecto de ser chinesa.
- Sou da Coreia do Norte. – explicou a Alanis.
- Sou irlandesa, o meu pai é inglês e a minha mãe é finlandesa. – informou a Andy.
- Na tua família têm os três nacionalidades diferentes! – espantou-se a Alanis.
- Pois... e o meu tio Joe casou-se com uma portuguesa. – acrescentou a Andy.
- Espectáculo! – admirou-se a Alanis.
Chegaram à piscina, despiram-se no balneário, apanharam banhos de sol e foram para a piscina nadar e mergulhar e foram jogar voleibol com outras raparigas.
- Vamos ver os rapazes jogar futebol? – perguntou a Alanis.
- Okay.
Quando chegaram lá, os rapazes já tinham acabado de jogar futebol e preparavam-se para ir à piscina.
- Queres jogar ténis? - interrogou a Alanis.
- Está bem.
Jogaram ténis, foram nadar outra vez na piscina e tomaram banhos de sol.
- Vou pedir dois gelados e dois refrescos. – informou a Alanis. – Estou cheia de sede...
- Boa ideia! Estou quase com o corpo ressequido. – concordou a Andy.
Alanis foi buscar os refrescos e os gelados, mas já estavam esgotados.
Chegou ao pé de Andy e conto-lhe o sucedido.
- Boa! – disse Andy, contrariada. – E agora? Vou morrer de sede.
- Podemos ir passear para o jardim, lá há mais sombra...
- Boa ideia! – concordou a Andy.
Chegaram ao jardim e depararam-se com o professor Ralph e a professora Alice, debaixo de uma árvore a namorar.
- Formam um belo casal! – exclamou a Alanis.
- Sim... um casal esquisito..., um professor esperto e uma professora burra! – espantou-se a Andy.
- É verdade, a professora Alice não sabe ensinar! – concordou a Alanis.
- Vamo-nos sentar neste banco. – anunciou a Andy.
- Pode ser. – aceitou a Alanis.
- Sabes? És uma boa amiga! – admitiu a Andy.
- Obrigada. – agradeceu a Alanis. – Tu também és uma boa amiga.
Nesse mesmo instante, Henry e Eric passeavam no jardim.
- Que rapaz tão bonito! – exclamou a Alanis.
- Qual? Qual? – quis saber a Andy.
- O loiro. – respondeu a Alanis.
- Ah, o Henry! – suspirou a Andy.
- Conhece-lo? – questionou a Alanis.
- Claro. Ele é dos Saviors. – respondeu a Andy. – Henry, vem cá.
- Mas o que estás a fazer? Estás doida?! – perguntou a Alanis.
Henry foi ter com elas.
- O que queres? Não me digas que ficaste zangada comigo, por eu ter preferido jogar futebol a estar contigo. – disse o Henry.
- Não é nada disso. – desdisse a Andy. – Até fiquei melhor... conheci a Alanis e ela é muito simpática.
- Alanis? É a rapariga que tens ao lado, não é? – quis saber o Henry.
- Sim.
- Quem é essa rapariga? – interrogou o Eric.
- É uma rapariga coreana chamada Alanis que eu conheci hoje, enquanto vocês estavam a jogar futebol. – respondeu a Andy.
- Ela é muito simpática e divertida... passei com ela um óptimo momento. – acrescentou a Andy.
- Não és dos Saviors, pois não? – questionou o Henry.
- Não. Sou Courageous. – disse a Alanis.
- Gostava de ver o estábulo. Será que poderemos ir juntos? – perguntou a Andy.
- Está bem. – concordou a Alanis.
Foram visitar o estábulo com vacas, galinhas, patos porcos e um cavalo.
O professor Benjamin anunciou aos alunos, que ia haver um piquenique, pois era a hora de almoço.
Os alunos comeram hambúrguer com batatas fritas, frango assado e pizzas.
Depois da hora de almoço, o professor Benjamin Taylor fez o seguinte discurso:
- Espero que tenham gostado do almoço e de terem estado na piscina, a passear, a jogar, etc. Vocês hoje não têm aulas por causa da morte do vosso colega Bill Porter... E como já devem saber, se não sabem ficam a saber que hoje será realizado o funeral e como consequência não haverá aulas amanhã e também não haverá na próxima quarta-feira...
O director do colégio foi interrompido pelos alunos a gritarem de euforia.
- Também queria informar-vos... Eh, pá, calem-se! – pediu o director. – Também queria informar-vos que iremos ao funeral, mas nada de barulho..., também queria que quem quisesse fazer um discurso em memória do Bill, que vá fazer... Na próxima quarta-feira vamos à missa do sétimo dia...
O director tornou a ser interrompido pelos alunos que cochichavam uns com os outros.
À noite, quase todos os alunos do colégio foram ao funeral. Saíram ordeiramente acompanhados pelo seu director de equipa à frente e pelos seus prefeitos atrás.
Os Saviors entraram na igreja acompanhados à frente pela professora Alice Kerrod e atrás pelos prefeitos Dianne Crawford e Thomas Ross.
O professor Ralph Brown era o director da equipa dos Courageous.
A professora Wendy Romanoff era a directora da equipa dos Strong e a professora Nancy Clinton era a directora dos Honest.
Os pais de Bill choravam a bom chorar e também os alunos mais próximos do Bill estavam com lágrimas nos olhos, como por exemplo o Charles.
Depois do funeral os pais do Bill, o Charles, o director do colégio e todos os professores fizeram um discurso em memória do Bill.
- Ele era um bom rapaz, amigo do seu amigo, era um aluno exemplar e ajudava sempre as pessoas de quem mais gostava. Era uma pessoa sem inimigos..., não percebo por que é que o professor Mark o matou...
- EU NÃO O MATEI! – gritou o professor Mark.- Ele só iria correr 14 voltas..., Não tenho culpa que ele tenha morrido na décima primeira!...
- Mas mandou-o correr não sei quantas voltas...
- Estava só a brincar...
Houve uma grande briga entre os pais do Bill e o professor Mark.
- O Bill morreu de ataque cardíaco. – informou o director do colégio. – Logo, não há provas que o professor Mark Kerrod tenha matado o seu filho...
- Não quero saber...quero ver esse homem preso. – protestou a mãe do Bill, a Mrs. Porter.
- Ela tem toda a razão. – apoiou o Mr. Porter.
Na saída da igreja, os estudantes comentavam e a professora Alice Kerrod e o professor Ralph Brown foram para o jardim namorar...
Capítulo 10
No dia seguinte, os alunos acordaram mais tarde, pois não tinham aulas. Foram tomar o pequeno almoço.
- Bom dia, meninos. Para combater as tristezas de ontem, propus fazermos um piquenique e fazermos um acampamento. – informou o director Benjamin Taylor. – Que tal?
Os alunos aplaudiram contentíssimos.
E como combinado, os alunos foram lá fora, nadaram na piscina e quando preparavam-se para o piquenique, começou a chover torrencialmente, raios e trovões.
- Toca a ir para dentro. – ordenou o professor Benjamin.
- Estava tão bom tempo... agora está a chover..., que estranho!
- Que maçada!
- Tanta trovoada!
- A chuva está tão forte, que até aleija!
- Trovoada! Que medo!
- E eu que queria tanto acampar, nadar e tomar uns banhos de sol...
Essas eram muitas das críticas dos alunos.
Já dentro do colégio, o director anuncia:
- Agora que não podemos fazer o piquenique nem acampar, vamos comer aqui dentro. Quem quiser pode ir à biblioteca, à sala de convívio ou ao ginásio, estão á vontade. Também queria informar os alunos que depois do jantar vamos contar histórias de terror à volta da fogueira, quem quiser participar pode participar...
- Boa! – gritaram de alegria, os estudantes.
Andy e Alanis foram para a biblioteca.
- Tu és irlandesa. O teu pai é inglês e a tua mãe é finlandesa. Como é que eles se conheceram? – quis saber a Alanis.
- O meu pai foi de negócios para a Finlândia; o meu pai é chefe de uma empresa de calçado em Londres e a minha mãe é filha de um dono de uma fábrica de têxteis em Helsínquia.
O meu avô apresentou a filha ao meu pai e ele ficou encantado com a beleza da minha mãe!... Começaram a conversar, viram que tinham muita coisa em comum e o meu pai convidou-a para um jantar. Ela concordou, e... o amor foi surgindo de dia para dia...
- Qual é o teu nome completo? – perguntou a Alanis.
- Andy Natalie Finnegan Foster. – respondeu ela.
- A minha mãe é coreana e o meu pai é chinês. – informou a Alanis.
- Como é que se conheceram? – quis saber a Andy.
- O meu foi à Coreia do Norte fazer um torneio de Kung Fu. Ele aleijou-se, é claro que perdeu... o adversário era o meu avô, um dos melhores mestres das artes marciais!
- Como eu estava a dizer, a minha mãe é filha desse tal mestre, tratou dele e pronto... apaixonaram-se. – disse a Alanis. - O meu nome completo é Alanis Hikari Koushiro Takichawa.
- Vieste para Inglaterra. Porquê? – quis saber a Andy.
- Como deves saber, na Coreia do Norte passa-se fome. Éramos muito pobres. Eu e a minha mãe, levantávamo-nos às 6 da manhã, para plantar arroz ou pastar as ovelhas, enquanto o meu pai ganhava dinheiro fazendo torneios de Kung Fu. – explicou a Alanis.
Depois de conversarem tudo o que tinham a falar, foram ter com o Henry e o Eric que estavam a tentar jogar xadrez.
- Então como estão a dar-se com esse jogo? – inquiriu Andy aos dois.
- Bem...xeque mate. – disse Eric a sorrir.
- Voltaste-me a ganhar. – reclamou Henry.
- Olha para ali! O professor Ralph Brown e a professora Alice Kerrod estão no bar! – exclamou a Andy.
- Isso não nos interessa. Deixas-nos jogar o jogo de xadrez? – perguntou o Eric.
- Estúpido. – contrariou a Andy. – Vamos, Alanis.
Quando os rapazes não a ligavam, socorria sempre à sua nova amiga coreana. Andavam sempre juntas, para cá e para lá; faziam os trabalhos de casa juntas, mesmo que não fossem os mesmos; ajudavam-se mutuamente, conversavam, desabafavam, contavam segredos uma à outra, cochichavam, iam juntas à casa de banho, brincavam e jogavam juntas... enfim, eram muito amigas uma da outra... inseparáveis, unidas no coração.
Depois de jantarem salsichas com ovo estrelado e batatas fritas, acompanhadas com os mais variadíssimos condimentos: como, mostarda, ketchup e maionese, uniram-se em torno da fogueira a contar histórias de terror. A Alanis foi a primeira:
- Estava em casa quando tudo aconteceu.
Á noite, quando os meus pais se foram deitar fui ver um filme de terror.
Aquele filme dava-me medo! (Ainda por cima estava com as luzes apagadas). Foi quando ouvi a porta a bater, passos atrás de mim, vozes misteriosas que eu não sabia de onde provinham...
Comecei aos berros. O meu pai foi ver o que era, e eu menti-lhe: - É o filme que mete medo. E ele respondeu: - Não devias ver esse tipo de filmes, ainda por cima a essas horas... já passa da meia-noite. Vais ter pesadelos. E eu disse: - Não vou nada, já sou crescidinha. O meu pai encolheu os ombros, sem entender. (É que os meus pais detestam filmes de terror).
Quando o meu pai se foi embora, já não ouvi mais aqueles sons misteriosos. Fiquei mais aliviada.
Passado mais ou menos quinze minutos, ouvi outra vez os mesmos sons. Fiquei assustada. Mas desta vez não gritei.
Fiz-me corajosa e fui investigar. Vi uma coisa terrivelmente assustadora, mesmo de cortar a respiração... estava uma faca espetada na porta e sangue no chão. Segui os rastos de sangue e fui dar a casa de uma vizinha que todos nós sabemos que é bruxa. Tomei uma atitude drástica, muito pouco corajosa... fugi.
Eu e as minhas amigas sempre desconfiamos que ela era bruxa e não estava cá para fazer o bem... Entrei em casa desesperadamente assustada. Sentei-me para acabar de ver o filme de terror, para ver se eu ficava mais descansada.
Mas nem pensem que isto acabou! Quando estava a ver o filme, faltou a luz e fiquei ás escuras. Silêncio absoluto. Fui deitar-me, já estava farta de tanta dose de terror. Deitei-me. Foi quando vi a porta do guarda-fato a abrir sozinha e a sair cinzas!
Fiquei cheia de medo; queria gritar mas não saía nenhum som; as minhas cordas vocais ficaram bloqueadas! Fechei os olhos, não queria ver mais nada. Adormeci. Sonhei com uma velha anã, que estava dentro de um caixão no meu guarda-fato. No dia seguinte acordei, abri o guarda-fato para me vestir e encontro-o todo revirado. Perguntei à minha mãe e ao meu pai e nenhum deles me disse que o tinha revirado. Fiquei apavorada. Foi então que me lembrei do sonho e das cinzas a saírem do guarda-fato. Será que foi a velha do caixão que revirou o meu guarda-fato? Ou foi a bruxa da minha vizinha? De quem eram aquelas cinzas? Aquelas vozes e aqueles passos? Como foi a faca parar à porta com sangue? E porque é que o rasto de sangue foi dar á porta da casa da bruxa? Isso são tudo perguntas que nunca irei ter resposta. Mas desconfio muito da minha vizinha bruxa. Não acham que tenho razões para desconfiar?
- Sim, ela é muito misteriosa. – opinou a Andy.
- Que história assustadora! Aconteceu na vida real? – quis saber a Christina, a prefeita dos Courageous.
- Sim. – respondeu a Alanis.
- És mesmo corajosa! Fazes mesmo parte da equipa dos Courageous. – objectou a Christina.
Alanis queria entrar no grupo. Por isso fazia tudo e mais alguma coisa. Não pensem que é fácil uma pessoa de um determinado país integrar-se noutro. As línguas, as religiões, os costumes e as tradições são diferentes.
Mas foi na Inglaterra que Alanis conheceu a melhor amiga que já teve em toda a sua vida. Andy também nunca pensou que a sua melhor amiga pudesse ser coreana.
Christina e Tom, irmão de Eric e prefeito dos Saviors, saíram da sala e foram para o jardim namorar.
Seguiram-se outras histórias de terror, mas a mais filosófica foi sem dúvida a história de Alanis.
Capítulo 11
Começaram as aulas. Os alunos iriam conhecer um novo professor.
- Bom dia, meninos. Sou a vossa professora de Geografia e chamo-me Catherine Finn.
Os alunos apresentaram-se.
A professora Catherine tinha o cabelo de tamanho médio preto, olhos pretos e era muito gorda.
A aula seguinte era a de Educação Visual.
- Sou o vosso professor de Educação Visual e chamo-me Timothy Sawyer.
O professor Timothy era muito alto, tinha cabelos compridos castanhos e olhos castanhos.
Almoço. Até que enfim! O almoço era bife com feijão preto.
- Vou me peidar toda a noite! – disse o Michael, um dos gémeos, irmão de Eric.
Riram-se todos.
A aula seguinte era a de Educação Moral Religiosa e Católica.
- Bom dia, meninos, sou a vossa professora de Moral e chamo-me Caroline Spears.
A professora Caroline tinha o cabelo ondulado, castanho, de tamanho médio e olhos verdes.
E a seguir, Físico Química.
- Oi, rapaziada! Sou a vossa prof. de Físico Química e chamo-me Rachel Brown.
- É irmã do professor Ralph Brown? – quis saber a Andy.
- Sim. – respondeu a professora Rachel.
A professora Rachel, tinha os olhos verdes, cabelo comprido azul escuro e era muito sardenta.
Trazia vestida, um top e uma mini-saia.
Por último, História com o professor Patrick Giles. O professor Patrick tinha olhos azuis, cabelo castanho encaracolado, usava óculos e vestia umas calças de tecido e uma blusa axadrezada. Era horrível.
Capítulo 12
Passado um mês...
Os alunos estavam a entrar em stress por causa dos testes. Também ninguém já se lembrava da morte do Bill.
- O que é que apanhaste no teste de Inglês? – perguntou a Alanis, à Andy.
- 90. – respondeu a Andy. – E tu?
- 74. – respondeu a Alanis.
- E no de Francês? – quis saber a Andy.
- 83,5. E tu? – interrogou a Alanis.
- 96. E no de Matemática? Tive 97,5. – disse a Andy.
- Tive 77. No de Físico Química tive 88 e tu? – questionou a Alanis.
- Tive 98. No de Ciências? – perguntou a Andy. – Eu tive 91.
- Tive 94,5. – respondeu a Alanis.
- Mais do que eu! E no de História? - Interrogou a Andy.
- 89,5. – respondeu a Alanis. – E tu?
- 92. E no de Geografia? – perguntou a Andy.
- 94,5 e tu? – quis saber a Alanis.
- 91. – respondeu a Andy.
- O que é vais fazer para a festa de Halloween? – perguntou a Alanis.
- Não sei. E tu? – quis saber a Andy.
- Também não sei. Só sei que estou ansiosa que chegue amanhã.
No dia seguinte...
Os alunos estavam entusiasmados com a festa de Halloween da escola.
- Na festa de Halloween vamos comer comidas que façam lembrar sangue; um concurso de máscaras e um baile onde os Evanescence irão actuar. – informou o director da escola.
- Os Evanescence?! Impossível! – suspiravam os estudantes.
- Podem não acreditar, mas é verdade. A banda norte americana, irá actuar no vosso colégio. – disse o director da escola, o professor Benjamin Taylor.
- Não acredito! Os Evanescence vão actuar no nosso colégio! – disse a Andy, emocionada.
- Quem são esses? – quis saber a Alanis.
- É uma banda norte americana muito fixe, tem músicas muito curtidas, estão a fazer muito sucesso em todo o mundo. – explicou o Henry, que acabara de passar, e tinha ouvido a conversa das raparigas.
- Henry!... – suspirou a Alanis.
- Sim, sou eu. – brincou o Henry.
Quem não gostou muito do rumo da conversa, foi a Andy, que estava a ficar com ciúmes.
- Temos que nos mascarar. – informou a Andy.
- O.k. – disse o Henry.
Andy pegou no braço de Alanis e levou-a ao dormitório.
Maquilharam-se e vestiram-se a rigor. Estavam irreconhecíveis.
Quando acabaram foram à sala de jantar e jantaram esparguete com molho de tomate e como sobremesa creme de morango.
Depois do jantar deu-se o concurso de máscaras e quem ganhou foi... a Alanis, ficando a Andy em segundo lugar. E como prémio, a Alanis recebeu o CD “Songs About Jane”, dos Maroon 5.
Ás onze horas, o director da escola, anunciou:
- E agora vamos ouvir os Evanescence!
Os estudantes gritaram de euforia e alegria. O que foi de espantar foi que os Evanescence actuaram mesmo!
Depois do concerto, que acabou por volta da uma da manhã, foram todos dormir. Havendo uns, que não descansaram sem lhes pedirem autógrafos.
- Foi a melhor festa de Halloween, que já tive em toda a minha vida! – suspirou a Andy.
- É mesmo! Tinhas razão, os Evanescence são muito fixes.
Capítulo 13
A morte de Charles Robertson
Henry não conseguia dormir e acordou ás quatro da madrugada.
Levantou-se, foi até à sala comum e abriu a porta. Para espanto dele, as luzes do corredor estavam acesas e vários professores encontravam-se no corredor a conversar e a comentar. Henry fazia um grande esforço para ouvir o que os professores comentavam:
- Que horror!
- Mais um!
- Mas o que é que se passa com esta escola?
- Não me diga, que todos os alunos do Colégio morrerão...!
Henry ficou em pânico. Quem é que teria morrido?
Henry esgueirou-se mais para a porta e deparou-se com Charles, o melhor amigo de Bill Porter estendido no chão... morto.
- Quando e como terá morrido?
- Morreu hoje..., mas agora, como? Isso eu já não sei...
- Temos que fazer uma autópsia.
Henry queria sair dali o mais depressa possível, mas as suas pernas não se conseguiam mover e também queria saber mais, muito mais...
- Muito bem, vamos levar o corpo de Charles para fazer uma autópsia... e tu, Bridget, amanhã, informe os familiares do rapaz. – disse o director do colégio, o professor Benjamin Taylor.
- Sim, Sr. Director. – obedeceu a subdirectora do colégio, a professora Bridget Hollyer.
No dia seguinte...
- Meninos, tenho uma coisa muito importante para vos informar: hoje de madrugada, morreu um novo estudante da equipa dos Saviors: o Charles Robertson. Neste momento, o seu corpo está num hospital de Bristol onde está a ser submetido a uma autópsia. – informou o professor Benjamin Taylor.
- Eu acordei de madrugada e vi os professores a falar e vi o Charles morto no chão..., os professores logo constataram que podem morrer mais estudantes... – segredou o Henry, ao Eric.
- Achas que pode haver mais mortes? – perguntou o Eric, muito preocupado.
- Acho que sim..., essas mortes estão a ser muito rápidas e misteriosas para o meu gosto. – respondeu o Henry.
- Não se preocupem, não vai morrer mais ninguém; vamos pôr sistemas de vigilância em toda a escola. – acrescentou o director do colégio, como que tentasse acalmar os estudantes. – Agora, vão mas é para a aula. Façam de conta que nada aconteceu.
- Que chatice, vamos ter Matemática... – suspirou o Eric.
Tiveram a aula com a professora Alice Kerrod. A aula passava muito devagar; quando chegou ao sumário quase que festejavam.
Saíram para o intervalo. Henry e Eric foram ter com os gémeos Michael e Bernard.
- Pá, já repararam que só morrem dos nossos!... – contrariou o Bernard.
- Pois, acho que isto não é normal..., duas mortes, assim sem mais nem menos, não faz sentido. – começou o Eric.
- Não é bem assim, o Bill morreu por causa do prof. de Educação Física. – desacordou o Henry.
- Sim, mas e o Charles? – quis saber o Eric.
- Se calhar foi a prof. Alice Kerrod... – supôs o Michael.
- Não sei, talvez. – objectou o Henry. – Talvez tenha sido o Mark Kerrod, ou talvez nenhum dos dois...
- Temos de ir ao bar. – informaram o Bernard e o Michael, ao mesmo tempo, como a desculparem-se, por terem de ir embora.
- Vão lá, vão lá... vejam se compram algo para mim, o.k.? – ordenou o Eric.
- Se quiseres alguma coisa, vai tu buscá-la, porque nós não somos teus criados. – zangou-se o Michael.
- Está bem, está bem, pronto! Não é preciso ficares assim! – espantou-se o Eric.
Tocou a sineta para a aula de Inglês com a professora Wendy Romanoff.
Depois das aulas todas, o Henry foi falar com o Eric:
- Acho estas mortes um bocado misteriosas, é melhor irmos investigar.
- Sozinhos? Estás doido? Se nos apanham? Aí é que íamos estar metidos em grandes sarilhos... – Eric tentou mudar o Henry de ideias.
- Quero pôr tudo isto em pratos limpos..., mas para isso, temos que convidar gente que queira fazer parte do nosso grupo, mas que seja de confiança. – continuou o Henry. – Vamos já fazer a lista.
- Vamos ter uma aventura espectacular! – exclamou o Eric, mais aliviado.
- Sim, e o melhor de tudo é que vamos desvendar o segredo e vamos poder salvar centenas de vidas. – disse o Henry.
- Mãos à obra! – entusiasmou-se o Eric.
- Vamos fazer a lista. – disse o Henry.
Depois de passarem alguns momentos de reflexão a lista ficou assim:
- Henry
- Eric
- Michael
- Bernard
- Andy
- Alanis
- Agora é só informá-los. – disse o Henry.
Foram informá-los e explicaram-lhes o que se passava.
- Boa, todos aceitaram integrar-se no grupo... agora é só fazer os planos e entrar em acção. – disse o Henry, esfregando as mãos de contentamento.
Capítulo 14
Depois das aulas; Henry, Eric, Andy, Alanis, Michael e Bernard encontraram-se na biblioteca.
- Ainda não percebi muito bem essa cena de espiar os profs. – começou o Bernard.
- Nem eu. – concordou o Michael.
- É assim: acho que o professor Mark Kerrod e a professora Alice Kerrod têm algo de suspeito... – tentou explicar o Henry.
- Pois é... também sou da mesma opinião. Os dois não sabem ensinar e também sabemos que o Bill morreu por causa do professor Mark Kerrod. – concordou a Alanis.
Andy deu uma cotovelada a Alanis.
- Au! Que foi?!
Andy fez uma cara ruim e Alanis calou-se.
- Por acaso, fiquei bastante impressionada com a decisão do Henry. – disse a Andy.
Obrigado. – agradeceu o Henry.
- Podem falar mais baixo. – pediu o Eric, que estava a ficar desesperado.
- Tens razão. Temos que falar baixo.
- Então onde nos vamos reunir? – quis saber a Andy.
- Não sei, só sei que tem de ser num sítio discreto... – respondeu o Henry.
- Podíamos ir à sala 13, está sempre fechada..., ninguém vai lá, não sei porquê... – sugeriu a Alanis.
- Estás parva! A sala 13 está assombrada e dá azar a todas as pessoas que lá entram, para o resto das vidas. – desacordou o Michael.
- Não me digam que acreditam nessa fantasia... – Andy não queria acreditar.
- Dizem isso... e não se deve negar uma afirmação dita até pelo director da escola... – defendeu-se o Michael.
- Mas vamos para essa sala, sim. Os fantasmas não existem, por isso...
- O.k.
- Depois não digam que eu não avisei... – avisou o Michael.
Capítulo 15
Ás onze horas da noite, reuniram-se todos na sala 13.
- Lindo! A porta não abre! – irritou-se o Henry.
- Então, vamo-nos embora... – Michael, foi interrompido pela Andy.
- Não me digas que tens medo do fantasma!
- Depois não digam que eu não vos avisei... – começou o Michael.
- Está bom, mano! Já chega dessa história do fantasma..., toda a gente sabe que os fantasmas não existem! – disse o Bernard.
- Já chega dessa história do fantasma e vamos mas é ver como é que vamos abrir a porta. – insistiu o Henry.
- Deixa isso comigo. – assegurou a Alanis.
- Como assim?
Alanis deu um valente pontapé na porta e esta abriu-se.
- Uau! Que belos reflexos! – espantou-se o Henry.
- O meu pai é praticante de Kung Fu e ele ensinou-me vários truques. – disse Alanis, orgulhosa.
A sala estava escura, cheia de pó, teias de aranha, cadeiras e mesas de pernas para o ar e todas partidas.
- Então, qual é o teu plano? – quis saber o Eric.
- O plano é este: espiar os professores sempre que pudermos; depois quem descobrir algo de suspeito que diga uns aos outros. – respondeu o Henry.
- Por mim tudo bem. – concordou a Alanis.
- Por mim também. – aceitou a Andy.
- Por mim também. – concordou o Eric.
- E por nós também. – aceitaram os gémeos.
Então está combinado. Amanhã começamos a espiar. – decidiu o Henry. – Lembrem-se, contem tudo o que ouvirem.
- O.k. – concordaram todos.
- Vamos arrasar!
- Vamos descobrir todos os mistérios!
- Um por todos e todos por um!
Saíram da sala satisfeitos e foram dormir. Amanhã seria um grande dia. Eles nem imaginam o que vai acontecer amanhã.
Capítulo 16
O funeral de Charles Robertson foi realizado numa bela manhã de uma Quarta-feira. O grupo coral cantou uma bela triste canção.
Os pais de Charles choravam a bom chorar e queriam saber mais detalhes sobre a morte do seu filho.
- Segundo, a autópsia, o seu filho terá morrido de um enfarte. – tentou explicar, o director do colégio.
- Já repararam: o Bill também morreu vítima de um enfarte. – observou o Henry.
- Mas porque será? – quis saber o Eric.
- Isso é o que vamos descobrir, já hoje. – disse o Henry, muito esperançoso.
- Iremos fazer o nosso melhor. – disseram os gémeos.
- Mas quais vão ser os professores que vamos espiar? – perguntou a Alanis.
- Os Kerrod. – respondeu o Henry.
- Mas já pensaram, que se não foram eles quem mataram os dois rapazes; no sarilho que nos estamos a meter? – questionou a Andy.
- Por isso é que os vamos espiar, não é?! – disse o Henry, num tom sarcástico.
- Eu sei que foi o professor Mark Kerrod quem matou o Bill. Mas quem é que matou o Charles? – interrogou o Eric.
- E já pensaram, que se o professor Mark Kerrod não o fez por mal? E se o Charles morreu de enfarte, mais uma razão que dificulta o caso. Uma pessoa que morre de enfarte, raramente morre por homicídio. – tentou fazer ver, a Andy.
- Não sei... o Charles parecia-me estar tão bem de saúde... – discordou o Henry, que foi interrompido pela Andy:
- Não acho que o professor Mark Kerrod tenha morto os dois rapazes. Para que serviria matá-los? Além do mais, o professor Mark e a professora Alice, parecem ser tão inócuos.
- Nunca ouviste dizer: “quem não vê caras, não vê corações”? E «as aparências iludem»? – desdisse o Henry.
Andy ficou calada.
Dividiram-se em dois grupos:
1º grupo - Henry e Eric;
2º grupo – Michael e Bernard;
3º grupo – Andy e Alanis;
Ás onze horas da noite, Andy e Alanis seguiram discretamente, os professores Mark e Alice.
Mark olhou para todos os lados para ter a certeza que ninguém os seguia. Alice e Mark entraram na sala 13.
- Vamos ouvir o que eles vão dizer. – disse a Alanis.
- Sim, mas agora, bico calado para podermos ouvir com atenção. – pediu a Andy.
- Bom trabalho, Mark! – exclamou a Alice. – Quem é que vamos matar a seguir?
- Não sei..., talvez..., não digo. Vai ser surpresa. – contrariou o Mark.
- Vá lá. – insistiu a Alice.
- Não. Espera mais um pouco e verás quem vai ser o «azarento». – desdisse o Mark.
- Mas diz pelo menos como é que os mataste. – pediu a Alice.
- É simples! Com drogas que os faziam ter enfartes. – respondeu o Mark. – E o plano de vires a ser directora do colégio?...
- Está muito bom...,mas preciso da tua ajuda. – disse a Alice.
- E o que é queres que eu faça? – perguntou Mark.
- Uma cilada. Quero que inventes que “ele” tem de sair do seu trabalho. Mas não é para já, deixa-me fazer a minha parte... – Alice foi interrompida por Mark:
- E o Ralph? Não vai ficar com ciúmes?
- Quero lá saber do Ralph... ele é só um pateta que pensa que eu o amo... – Alice foi interrompida mais uma vez pelo irmão:
- E o que é que vais fazer quando conseguires ser a directora do colégio?
- Aí todas as crianças vão viver no Inferno e só encontrarão paz na morte! – respondeu a Alice, dando uma sinistra gargalhada.
- Boa! E quando todos souberem que nós não somos formados no ensino, mas sim uns bandidos, já vai ser tarde de mais! - Mark e Alice deram uma valente gargalhada malvada.
- Bom; vamo-nos embora, por enquanto já não temos mais nada a combinar... quando tivermos, falamos, o.k.? – disse a Alice.
- O.k. Vamos arrasar! – exclamou o Mark.
Alice e Mark deram umas risadas de triunfo.
- Vamo-nos pirar daqui. – disse a Alanis, muito baixinho e preparando-se para sair.
- Vamos.
Andy e Alanis foram a correr para a sala comum, despediram-se e Andy avisou:
- Amanhã, contaremos tudo aos outros, eles nem vão acreditar nas novidades horríveis que temos para contar.
- Até amanhã.
- Boa noite.
Andy e Alanis contaram tudo o que tinham ouvido aos restantes membros do grupo.
- Mas isso é horrível! – observou o Eric.
- Com que então são «inóques», não são? – desafiou o Henry.
- Desculpa, tinhas razão, eles são os culpados por tudo isto... e não é «inóques» que se diz, é: INÓCUOS. – emendou a Andy.
- É a mesma coisa... – contrariou o Henry.
- Gostava era de saber quem vai ser a próxima vítima... Já sabemos que não podemos beber nem comer coisas suspeitas. – disse a Alanis.
- Agora que já sabemos que foram eles os culpados, o que vamos fazer? – quis saber o Michael.
- Matá-los? – sugeriu o Bernard.
- Não; vamos tentar captar mais informação. – respondeu o Henry.
Capítulo 17
- Colegas, vamos comunicar-nos e fazer planos através da escrita, mas claro que é com símbolos. – informou o Henry. – Já vou vos dar a lista do que quer dizer cada símbolo... mas CUIDADO, É PARA GUARDAR ESTA FOLHA BEM GUARDADA.
- Mas que boa ideia! – exclamou a Alanis.
- Agora, temos que ir para a aula, porque vamos ter teste de Matemática... – disse a Andy, empurrando a Alanis.
- É verdade! Hoje é teste de Matemática! – espantou-se o Eric. E agora? Não estudei nada!
- Agora amanha-te! – respondeu a Andy.
- Então boa sorte a todos... eu também vou ter teste, mas é de Geografia. – disse a Alanis.
- Entraram na sala de aula com o pé direito e sentaram-se nos seus lugares, muito nervosos.
- Boa sorte a todos! – desejou o Eric.
- Obrigado e boa sorte! – agradeceram os outros.
- Vou entregar os testes ao contrário. Ninguém vira, nem preenche os cabeçalhos antes de eu dizer. – informou a professora Alice Kerrod.
Depois de entregar o teste, Alice anunciou:
- Podem virar o teste e preencher o cabeçalho... mas nem pensem que eu vou lê-lo e tirar muitas dúvidas.
Passados cinco minutos, Andy levanta o dedo no ar:
- Professora, porque é que está aqui um 5?
- Deixa-me ver... onde está isso? – perguntou a professora Alice Kerrod.
- Na página seis, exercício 22.
- Oh, minha querida, está aí um cinco porque tem de estar aí um cinco. – respondeu a professora Alice Kerrod.
- Mas professora, eu não vejo qual é a utilidade deste cinco. – respondeu a Andy.
- Não sei, vou ver nas soluções. Nas soluções o resultado é 27. – disse a professora Kerrod. – Se no exercício do livro tem um 5, é porque tem de ter um 5.
- Mas que professora burra, vê-se mesmo que não se licenciou no ensino! – pensou a Andy.
- Professora, nós não demos esta matéria! – gritou a Andy. Vá lá que sei isto, mas se eu não soubesse fazia uma tempestade num copo de água...
- Não importa, façam ao calhas, eu tão pouco sei o que vocês estão a dar, por isso também pus exercícios ao calhas... – balbuciou a professora.
A Andy, apetecia-lhe gritar o quanto ela era má, burra e impostora, mas conteve-se, felizmente.
- O teste foi extremamente difícil! – alvitrou o Eric.
- Podes crer! – concordou o Henry.
- Eu cá achei fácil, mas tinha lá matéria que não tínhamos dado na aula... – desdisse a Andy.
- Correu-vos bem o teste? – quis saber a Alanis.
- Sim. Mas tinha lá matéria que nem sequer tínhamos dado na aula... e quando eu lhe perguntei uma coisa, ela não me sabia responder, afirmando estar assim no exercício do livro... foi ver o resultado às soluções e até disse o resultado! – respondeu a Andy.
- Mas que burra! – exclamou a Alanis.
- Eu gostaria de saber o que esta irá tramar... não nos podemos esquecer das missões do SVE – serviço de vigilância escolar. – disse o Henry.
- É mesmo... mas agora de uma coisa temos a certeza: que a Alice e o Mark Kerrod são uns impostores. – observou a Andy.
Capítulo 18
No dia seguinte foram tomar o pequeno almoço e viram Mark e Alice a conversar:
- Vá lá, mano, diz quem vai morrer hoje.
- Espera só mais um bocado e vais ver quem vão ser as próximas vítimas. – disse o Mark.
Anne estava a engolir o seu café com leite, quando começou a sentir-se mal e morreu.
Todas as pessoas começaram a gritar porque também tinham assistido à morte de Caroline, Jim e James.
- Quatro mortes num só dia! – exclamou o Henry. –Isto está pior do que eu pensava, temos de agir rapidamente, antes que seja a nossa vez.
- E o mais estranho é que várias pessoas beberam o café com leite e não morreram todos!... – observou a Andy.
- Porque o Mark Kerrod é que escolheu quem haveria de morrer hoje. – explicou o Henry.
Tocou a sineta e lá foram para as aulas.
Esta noite, Alice Kerrod, resolveu atacar...
Alice foi ter com o director do colégio, Benjamin Taylor, e tentou seduzi-lo.
O professor Benjamin não conseguiu resistir aos encantos de Alice Kerrod e os dois acabaram por fazer amor.
No dia seguinte, Benjamin Taylor recebeu um envelope do Ministro da Educação, dirigida a ele.
Intrigado e espantado, o director do Colégio das Quatro Muralhas, abriu o envelope e tirou de lá de dentro um papel bem dobrado e com uma caligrafia bonita, que dizia o seguinte:
“ Caro senhor Benjamin Taylor, director do Colégio das Quatro Muralhas, venho por este meio informar que acabou de ser demitido do seu Colégio. Decidido por mim, Ministro da Educação do Reino Unido, Bruce Lee, ouvi dizer que no seu Colégio, já morreram muitos estudantes...portanto a sua demissão vai ser feita já no dia 20 de Novembro, devido à sua irresponsabilidade.
PS. Enquanto Vossa Excelência estiver demitido (pois ainda não sei quanto tempo vai ser a sua demissão) tem de ser substituído. Deixo a seu cargo quem vai substituí-lo.”
Cumprimentos do Ministro de Educação do Reino Unido:
Bruce Lee
- Não acredito nisto! – chorou o Director Benjamin Taylor. – Tantos anos a tratar deste colégio e agora vou-me embora... NÃO!
- Parece que o director do Colégio já recebeu a carta de demissão do Sr. Doutor Ministro da Educação. – disse a Alice Kerrod.
- E tu já seduziste o gajo? – perguntou o Mark Kerrod.
- Já. – respondeu Alice.
Na hora de jantar, Benjamin Taylor fez o seguinte discurso:
- Meus queridos estudantes, eu, vosso director, Benjamin Taylor, vou ter de me demitir por uns tempos... Mas vocês vão ter um novo director. Pensei muito e quem vai ser o novo director do Colégio das Quatro Muralhas, vai ser... Alice Kerrod!
- Boa! – exclamou de alegria, Alice Kerrod.
- Bom trabalho, mana! – elogiou o Mark Kerrod.
Os dois irmãos gémeos abraçaram-se com ternura.
- Desejem boas vindas à nova directora, meninos! – pediu o professor Benjamin Taylor.
Os alunos fingiram que festejavam.
- Oh, não! Isto já está a acontecer! E agora? Preparem-se para o pior! – avisou o Henry.
- Agora é que vão morrer alunos todos os dias... – observou o Eric.
Capítulo 19
O director do Colégio das Quatro Muralhas, Benjamin Taylor, fez as malas e partiu ás quatro horas da manhã.
Ás seis, os irmãos gémeos, Alice e Mark Kerrod, já preparavam das suas.
- Mano, temos de mudar as regras do Colégio. – avisou a Alice.
- Claro que sim! Vamos escrever neste papel. – concordou o Mark.
Depois de muito conversarem, a lista ficou assim:
Hora de levantar: 6
Têm 1 hora para arrumar os camarotes, fazer a cama, tomar banho e vestir-se. Ninguém poderá tomar o pequeno almoço sem arrumar os camarotes (claro que vai ser tudo verificado)
Se houver um camarote desarrumado, vai haver castigo para toda a gente, que é ficar depois das aulas a estudar durante quatro horas seguidas sem descanso
Hora do pequeno almoço: 7 horas
Aulas: 8:30 h
Hora de almoço: 12:30 h à 13:15 h
Vai haver graves castigos, para quem faltar, chegar atrasado ou não trouxer o material e pelo comportamento.
Aulas: 13:15 h ás 17:00 h
Lanche: 17:00 h às 17:45 h
Aulas: 17:45 h às 18:15 h
Estudo: 18:15 h às 20:20 h
Jantar: 20:20 h às 21:10 h
Hora de recreio : 21:10 h às 21:40 h
Hora de deitar: 21:40 h
Alice leu a lista das novas regras do Colégio e pregou-a em todas as portas das equipas.
- Alice, mas que ideia tão absurda! – espantou-se o Ralph.
- Acho que é uma ideia genial! – discordou a Alice, dando-lhe um beijo na boca.
- Boa!... E agora!? – disse o Henry.
- Mastiga, deixa a meio e bota fora! – brincou o Michael.
- Não teve graça nenhuma. – desdisse o Henry.
- Vamos morrer! – observou a Alanis.
- Não sejas tola, Alanis. – pediu a Andy.
O amigos começaram a discutir, enquanto, Alice e Mark, planeavam fazer muito pior do que já estavam a fazer.
Capítulo 20
Logo pela manhã (6 horas), todo o pessoal fez a cama, tomou banho, vestiu-se e arrumou os camarotes.
Alice Kerrod foi aos aposentos dos Saviors e verificou tudo muito bem verificado.
- Podem descer e tomar o pequeno almoço. – disse a Alice Kerrod.
O pequeno almoço era: um copo de água e metade de um pão duro sem doce, nem marmelada, nem queijo, nem manteiga, nem fiambre...
- O pão não tem nada por dentro! – queixou-se o Eric.
Foram para as aulas. Matemática. Entrega do teste.
- Meninos, este teste foi uma vergonha! – gozou a professora Alice Kerrod. – Tiraram todos negativa à excepção da Andy.
Andy ficou cheia de orgulho e ficou muito convencida.
- Andy, suficiente, 62. – disse a professora Alice Kerrod.
- Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh! – gritou a Andy.
Andy chorou muito e foi-se embora.
No final da aula, Henry e Eric foram ter com a Andy.
Ao passar por ali, Alanis perguntou:
- O que se passa? A Andy está a chorar! Porquê?
Tirou Suficiente no teste de Matemática. – respondeu o Eric.
- Eu tirei negativa. – respondeu a Alanis. – 43,5.
- Ena! Que horror! – admirou-se a Andy.
- Não chores mais, Andy. – pediu a Alanis. – É melhor do que tirar negativa...
Andy levantou-se e abraçou a Alanis com carinho.
- Pronto, já passou... – Alanis, tentou acalmar a Andy.
- És tão minha amiga! – suspirou a Andy.
- Andy, até pareces ser lésbica! – brincou o Henry.
Andy não se ficou e deu-lhe uma valente chapada.
- Que horror, Andy! – exclamou a Alanis, ajudando o Henry a levantar-se.
Foram para aula de Francês.
Depois da aula, foram almoçar. O almoço era salada de feijão frade.
- Que nojo! – suspirou o Eric.
- É verdade. – concordou o Henry.
- Mas temos que comer tudo. – disse o Eric.
- Que maçada! – exclamou o Henry.
Andy estava a comer num canto, sozinha, a observar a Alanis a comer. Como estava ofendida pelo comentário de Henry.
- A Alanis é bonita, mas eu não gosto dela... não posso... eu e ela somos raparigas e ela gosta do Henry. – murmurou a Andy.
A seguir iam ter aula de educação física.
- Que chato ter educação física. – reclamou Henry.
- Mas não sei se vai haver, olha para o tempo. – respondeu feliz, o Eric.
Henry olhou para a janela e ficou muito feliz porque estava: muito frio, muita chuva, muito vento e estava trovoada.
Henry e Eric festejaram.
Viram o professor Mark Kerrod e perguntaram-lhe se haveria aula.
- Claro que sim. Este tempo não vai mudar nada. Vamos jogar futebol. Vão equipar-se imediatamente!
- Não é possível jogar futebol com este tempo, o relvado está molhado e ainda nos pode cair um raio na cabeça. – disse Andy.
- Paciência, o que foi que eu disse? Vão equipar imediatamente! Estamos a perder tempo precioso. Vamos lá, seus preguiçosos.
Foram equipar-se e jogaram futebol debaixo de chuva, vento, frio e trovoada.
Ivan estava cansado e sentou-se debaixo de uma árvore. Nesse mesmo instante, aparece um raio que atinge na árvore e como esta é uma boa condutora da electricidade, atingiu o Ivan. Este morreu electrocutado e ficou todo queimado.
- Que horror! – horrorizaram-se os colegas.
- Viram, ele brilhou! Parecia uma árvore de Natal e agora parece ser um frango esturricado! – brincou o professor Mark Kerrod, com cara de gozo.
Depois daquilo tudo, o Henry chamou a directora da escola e a ambulância:
- Não me interessa. Ele que tivesse cuidado. – disse Alice Kerrod.
- O quê? A senhora deve estar louca. Quer dizer, morre um aluno da sua escola e a professora diz para que ele tivesse cuidado!? – exclamou o enfermeiro.
- Sim, digo; porque ele é que teve a culpa. – disse a directora Alice Kerrod.
Depressa, a notícia da morte de Ivan se espalhou.
- Alice, tens de fazer alguma coisa! – sugeriu o professor Ralph Brown.
- O quê? Ele é que teve a culpa, eu não tenho nada a ver com isso...
- Mas amor...
- Isso não está nas minhas mãos. – disse a directora do colégio.
- Mas Alice, os teus alunos estão todos a morrer, e viste o que aconteceu com o professor Taylor: ele foi expulso do ofício de director, precisamente por morrerem alunos... – tentou fazer ver, o professor Brown.
- O Ben era parvo. Eu não... eu sou a directora perfeita. – constrangeu-se a directora Kerrod.
- Querida, não gostei nada das leis que estabeleceste neste colégio. – suspirou o professor Ralph.
- É para o bem dos alunos. – respondeu a directora Alice.
A directora deu um beijo a Ralph.
- Anda, Ralph, vamos fazer amor. – pediu a directora do Colégio das Quatro Muralhas.
- Adoraria, mas tenho de dar aulas... – murmurou o professor Ralph Brown.
- Eu é que mando neste colégio, portanto vais para a cama comigo... – ordenou a directora do colégio.
Ralph não fez mais nenhuma birra, pois ele amava Alice Kerrod e o que ele mais queria fazer neste momento era poder senti-la ao máximo.
- Beija-me. – pediu a directora Alice.
Ralph beijou-a com amor. Deitou-a na cama e os dois começaram a despir-se e passaram duas horas um com outro, bem juntinhos.
- Ai, Ralph, tu pões-me doida! – exclamou a directora.
- Tu também me pões louco! – concordou o professor Ralph. – Amo-te tanto!
Ralph deu um beijo apaixonado a Alice Kerrod e acabaram por adormecer.
Capítulo 21
Passado 1 mês...
Era dia de Natal e a directora Alice Kerrod proibiu as férias de Natal. Mas deixou que festejassem este dia, mas por grande insistência por parte do professor Ralph Brown.
Desta vez, havia muitas cartas a desejar Boas Festas e muitos presentes. Mas claro, que foi tudo confiscado pela professora Alice Kerrod.
- Poça, ela abriu e confiscou tudo! – espantou-se o Eric.
- Ela é muito desconfiada! – opinou o Henry.
- Não sei como é que o professor Ralph ainda não desconfiou dela! – admirou-se a Andy.
- O amor é cego. – respondeu a Alanis.
- O que é que os teus pais te deram? – perguntou o Eric.
- Um gameboy e dois jogos. – respondeu o Henry. – E tu? O que é que recebeste?
- Um par de meias. – respondeu tristemente, o Eric.
- Pelo menos dá para aquecer os pés... e tu, Andy? O que recebeste? – quis saber a Alanis.
- Umas calças e uma blusa muito giras e tu? – inquiriu a Andy.
- Uma caixa de chá de jasmim. – respondeu a Alanis.
- Para que queres isso? – quis saber o Henry.
- Para beber. – respondeu a Alanis.
O programa para a festa de Natal era só um grupo coral constituído por crianças de Londres e a eleição para os melhores contos de Natal.
- Atenção, atenção! Vamos apresentar os contos vencedores e cujos escritores! – anunciou a directora da escola. – Bridget...
- E os melhores contos de Natal do ano de 2004 intitulam-se por: Em 3º lugar: “John Peter e o Pai Natal” escrito por Henry Howard, em 2º lugar: “Ralph, o Elfo” escrito por Alanis Takichawa em 1º lugar, a “Magia do Natal” escrito por Andy Foster. – anunciou a Bridget.
Jonh Peter e o Pai Natal
Era uma vez um menino pobre chamado John Peter.
Era uma criança honesta e simpática, embora ninguém gostasse da sua presença, porque era uma criança abandonada.
Era véspera de Natal, foi a uma loja de brinquedos, pegou num avião e começou a brincar com ele.
O homem da loja perguntou:
- Queres comprar esse avião? Custa 15£.
- Queria, mas não tenho dinheiro... – respondeu o John Peter envergonhado.
- Então, porque estás a mexer no avião?! Desanda daqui, já. – ordenou o senhor da loja.
John Peter saiu da loja sem vontade nenhuma e começou a chorar. Mas de repente ouviu uns sininhos, olhou para o céu e viu um trenó com renas, e dentro dele havia um velho gordo vestido de vermelho.
Esse tal senhor foi ter com o John Peter e perguntou-lhe:
- O que queres para o Natal? É que não me escreveste uma carta!?
- Queria um avião para brincar... Quem é o senhor?!
O senhor deu uma grande gargalhada e respondeu-lhe:
- Não sabes quem eu sou?! Sou o Pai Natal!
John Peter ficou ainda mais admirado e perguntou:
- Pai Natal?! E o que é que ele faz?
O Pai Natal respondeu-lhe:
- Eu? Meu caro amigo! Eu dou presentes a todas as crianças do mundo no dia de Natal. Por isso vou dar-te o avião que tanto desejas.
- Toma, John Peter, tu mereces!
- Obrigado! – agradeceu o John Peter ao Pai Natal.
O Pai Natal subiu para cima do trenó, mas John Peter perguntou:
- Posso ir consigo? É que eu não tenho família nem amigos...
E o Pai Natal pensou.
- Deixa-me cá ver aonde me podes ser útil... Claro, sobe para o trenó e vamos entregar alegria a todas as crianças do Mundo.
John Peter subiu para o trenó e em poucos segundos estavam a elevar-se nos céus escuros da noite.
John Peter entregou os presentes e desejando a todos:
- “Feliz Natal!”
Henry Howard, 1º ano, Saviors
Ralph, O Elfo
O Pai Natal estava muito atarefado com as cartas que iam chegando, pois eram muitas.
- Nicky, chegou mais uma carta. – informou o Pai Natal.
- De quem é? O que deseja? – quis saber a Nicky.
- É da Daisy e do Donald. A Daisy quer uma boneca e o Donald quer uma play station. – respondeu o Pai Natal.
Nicky anotou num caderno de notas.
- Chegou mais uma carta. É da Margaret e do Mickey. – avisou o Ralph.
- O que é que eles querem? – perguntou a Nicky.
- A Margaret quer uma caixa de maquilhagens e o Mickey quer um avião. – disse o Ralph.
Nicky anotou no seu caderno de notas.
Ralph e Nicky eram dois dos muitos elfos que ajudavam o Pai Natal.
Eram do tamanho de uma criança de 3 anos, tinham orelhas grandes e eram muito feios. O que os obrigava a esconderem-se dos humanos.
- Vou avisar os operários o que têm de fazer. – disse Nicky.
Quando Nicky se foi embora, Ralph suspirou:
- A Nicky nunca repara em mim...
- Não te preocupes, Ralph, isso é porque ela tem muito trabalho, ela ainda continua a ser tua amiga. – tranquilizou o Pai Natal.
- Isso eu sei. Mas eu queria que ela fosse mais que uma amiga... – continuou o Ralph.
- Não me digas que estás apaixonado pela Nicky! – espantou-se o Pai Natal.
- Sim. – declarou o Ralph.
- Bem, isso vai ser bastante mais complicado, ela não liga muito a coisas tão sentimentais, como o amor. – observou o Pai Natal.
Ralph ficou muito triste. Entregou todas as cartas ao Pai Natal que ele recebia.
John Peter trabalhava com muito afinco e emoção.
- Muito bem, John! Estou a ver que melhoraste bastante! – exclamou a Nicky.
- Pois ele esforçasse muito. – concordou o Dobby, um dos elfos mais experientes na construção de brinquedos. – Eu precisei de 2 anos para melhorar.
- Obrigado, são muito gentis da vossa parte. – agradeceu o John.
- Ralph, vai entregar estas cartas à Nicky, para ela anotar no seu caderno. – disse o Pai Natal.
- Sim, Senhor. – obedeceu o elfo.
Ralph entregou as cartas a Nicky, dizendo:
- O Pai Natal mandou-me entregar estas cartas para anotares no teu caderno.
- Sim, sim, eu sei... – suspirou a Nicky.
Nicky anotou no caderno e informou aos operários:
- Têm de construir mais 82.000.000 bolas, 8.140.000 bonecas, 10.200.000 telemóveis, 5.240.000 play station’s, 39.700.000 game boy’s!
Os operários puseram mãos à obra.
- Ela continuou a não olhar para mim... – chorou o Ralph.
O Pai Natal não queria pôr o elfo ainda mais triste, porque sabia que Nicky não lhe gramava mesmo nada.
Nicky veio ter com eles e Ralph estremeceu. Ela porém, não lhe ligou nenhuma.
- Mais alguma carta, Senhor? – inquiriu a Nicky.
- Temos aqui mais 58.500.000 cartas. – retorquiu o Pai Natal.
- Tantas cartas! – exclamou a Nicky.
- É verdade. – admitiu o Ralph. – É assim todos os anos!
Nicky olhou-o de soslaio, com cara de quem dissesse: «Aquele faz-se de muito esperto, mas na realidade é um grandessíssimo totó.»
Ralph reparou nesse olhar e calou-se.
- Vieram mais 10.500.000 cartas! – informou o Pai Natal.
Nicky anotou e foi informar os operários.
O Pai Natal olhou para o relógio e viu que já passava da meia noite.
- Ralph, vai ver se os operários já acabaram de fazer os brinquedos.
- Sim, Senhor. – obedeceu o Ralph.
Ralph foi ver se já estava tudo pronto.
- Ainda não acabaram?! Vá, lá, despachem-se, já passa da meia noite têm de ir dormir. Se não conseguem trabalhar nada de jeito vão trabalhar até amanhã de manhã. – replicou o Ralph.
- Está quase. – responderam os operários.
- Seus molengões! – gritava o Ralph.
- Ralph, seu estúpido! Queria ver se fosses tu, a trabalhar com tanto esforço para depois vir alguém contrariar o teu trabalho... não gostavas pois não? – contrariou a Nicky.
- Mas, Nicky... – começou o Ralph.
- Nem mas, nem meio mas. Tu és estúpido; não sei como é que aguento estar ao pé de ti, depois não te admires que não tenhas amigos. Se tu és mau, mandão e maçador, o que é que tu querias... – baldoou a Nicky. – Podem ir descansar.
Nicky virou as costas ao Ralph e afirmou:
- Não te quero ver mais na minha frente.
Depois disto, estalou os dedos e desapareceu.
Ralph começou a chorar e John Peter foi ter com ele e tentou acalmá-lo:
- Não chores, eu também não tinha amigos.
- Mas agora tens, eu nunca tive. – respondeu o elfo.
- E porque não tens amigos? – quis saber o John.
- Porque eu sou mandão. Mas eu juro que eu faço isso tudo pelo bem da fábrica dos brinquedos do Pai Natal. É que uma vez, eu despedi-me, porque já estava farto das aldrabices que os operários faziam só para me chatear. O Pai Natal disse que se precisasse de mim, iria contactar-me para eu vir trabalhar, e eu aceitei. Passado 1 ano, ele contactou-me para eu vir trabalhar e eu acedi.
Estava tudo numa desordem total, parecia o caos, só depois é que o Pai Natal percebeu que só o meu espírito mandão é que conseguiria manter esta fábrica em condições. Foi passado mais um ano que eu conheci a Nicky, foi amor à primeira vista, mas havia um problema: ela não gostava de mim, por ser mandão. Então eu deixei de ficar tão mandão só para a conquistar, mas nada de conseguir a paixão dela por mim, só consegui que esta fábrica voltasse a estar outra vez num caos infinito.
O Pai Natal disse para eu voltar a ser mandão e eu voltei a sê-lo. Mas juro que faço isso por trabalho. – explicou o Ralph.
John Peter sentiu pena do elfo e resolveu contar a verdade aos restantes elfos e além disso, a própria Nicky.
Mas não era necessário, Nicky ouvira a conversa toda do princípio ao fim.
- Nicky?! – exclamou o Ralph. – O que estás aqui a fazer?
- A ouvir a conversa, seu tolo. – respondeu a Nicky. – É verdade que gostas de mim?
- É. – respondeu Ralph, timidamente.
Nicky foi ao pé dele e abraçou-o.
Os restantes elfos e o Pai Natal saíram dos seus esconderijos e bateram palmas.
- Nicky, queres namorar comigo? – perguntou o Ralph.
- Sim. – respondeu a Nicky.
Beijaram-se e todos bateram palmas.
No dia seguinte todos os operários levantaram-se para trabalhar.
- Trabalhem, seus preguiçosos! – refilou o Ralph.
Todos sorriram e continuaram a trabalhar.
Alanis Takichawa, 1º ano, Courageous
A verdadeira magia do Natal
Era uma vez uma família, a família Montague constituída por sete elementos: Martha, a sua filha Linda, o seu esposo Philippe e os seus filhos: Sarah, a mais nova, Andrew, Cedric, os dois gémeos e a Rita, a mais velha. Aparentemente era uma família perfeitamente normal e unida mas, no entanto, não era bem o que parecia. Era difícil explicar o que lhes faltava porque não é nada que se explique facilmente, é algo que se sente. Mas, na verdade nenhum deles dava muito importância a isso, bem, excepto a mãe, Linda. Esta era a única pessoa na família que demonstrava ter sentimentos.
Era dia vinte e quatro de Dezembro e para todos era um dia normal, tirando a decoração da casa. É claro que todos sabiam que era véspera de Natal, mas praticamente todos ignoravam esse dia.
Linda acordara nesse dia um pouco desanimada por pensar que naquele dia em imensos sítios, todas as famílias celebrariam o Natal, todos excepto a sua família.
No entanto também com um pouco de esperança de a família ter mudado. Na verdade, em todos os Natais acordava com essa mesma esperança e preparava tudo como se fosse tudo normal. Mas quando todos acordaram, Linda constatou que estavam impacientes e um pouco aborrecidos. Então perdeu a sua esperança. Foi para a cozinha comportando-se normalmente.
Quando toda a família se juntou à mesa do pequeno almoço, Linda ainda tentou a sua sorte, dizendo: «Feliz Natal», em vão, todos continuavam na mesma.
E assim foi o resto do dia, até o telefone tocar. Foi a Rita quem atendeu e de seguida passou-o ao pai.
Depois de uma longa conversa, o pai pousou o auscultador e dirigiu-se à família dizendo:
- Acabaram-me de telefonar e... tenho de fazer uma viagem ainda hoje para os Estados Unidos. É mesmo urgente!
- E quanto tempo lá ficas? – perguntou Andrew, um dos gémeos.
- Não sei... – respondeu o pai.
- Mas amanhã é dia de Natal! – exclamou a Linda.
- É muito importante... – repetiu o pai.
E com mais um suspiro impaciente, foi para o quarto onde faria as malas. Dali a meia hora já as malas se encontravam junto á porta e o pai despediu-se de todos, um a um. Quando finalmente este se foi despedir da Linda, esta virou-lhe a cara. Todos começaram a olhar para ela surpreendidos com a sua reacção. Esta cerrou os punhos e gritou para toda a família, o que lhe apetecia dizer à anos atrás. Estava farta de tudo aquilo, daquela falta de sentimentos por parte de toda a gente.
Quando deu por si, já várias lágrimas lhe escorriam pelo rosto e todos olhavam para ela. Por fim, quando já não conseguia dizer mais nada, respirou fundo e olhou para todos à espera de uma reacção. Vendo que ninguém dizia nada, reforçou:
- Então? Não dizem nada?
- A mãe tem razão... – suspirou Rita. – Nesta casa, como em muitas outras, o Natal devia ser celebrado. É verdade que todos sabemos que gostamos muito uns dos outros, mas nunca é demais lembrá-lo todos os dias, tanto com palavras, como com um simples gesto.
- Sim... – reforçou a Sarah.
- Também acho! – disse Cedric.
- Bem... – disse por fim, Philippe. – Acho que têm razão!
Finalmente, nesse Natal toda a família se reuniu, acendeu velas, ceou e comportou-se como uma família normal, como sempre demonstrou ser, mas com muito mais sentimento, mais alegria. Porque realmente o Natal não se resume a palavras, não se explica facilmente, é uma coisa que se sente.[1]
Andy Foster, 1º ano, Saviors
- E agora, tenho a honra de apresentar o grupo coral de Londres. – anunciou a Alice Kerrod.
Os miúdos cantaram músicas de natal e de seguida, foram todos cear.
Pela primeira vez na escola, (durante o “mandato” de Alice Kerrod) havia muito boa comida, tal como: peru com batatas assadas, azeitonas, Bolo de Natal e filhós.
Foram-se deitar, amanhã será um novo dia...
[1] O texto: “A Magia do Natal” foi escrito por: Sofia Noronha, Ana Oliveira, Marília Furtado, Sofia Câmara e Romina Sodoma.